Após duas mortes e protestos, agentes do ICE em Minneapolis passarão a usar câmeras corporais
02/02/2026
(Foto: Reprodução) Nos EUA, milhares de manifestantes protestam contra a política migratória de Trump
A secretária de Segurança Interna dos EUA, Kristi Noem, disse nesta segunda-feira (2) que o governo Trump está distribuindo câmeras corporais para todos os agentes do ICE (o serviço de imigração do país) em serviço em Minneapolis .
Segundo Noem, o programa será expandido para todo o país conforme houver disponibilidade de recursos.
"Com efeito imediato, estamos distribuindo câmeras corporais para todos os policiais em serviço em Minneapolis. Conforme houver disponibilidade de recursos, o programa será expandido para todo o país", disse Noem na emissora X.
A medida é uma resposta aos protestos contra as ações do ICE na cidade, palco de uma operação em massa de captura e deportação de imigrantes não regularizados.
Alguns dos agentes do serviço de imigração já usavam câmeras nos uniformes, mas não existia uma exigência para que todos tivessem o equipamento.
Há dias, milhares de pessoas em Minneapolis protestam pelas mortes de dois manifestantes americanos baleados por agentes federais segue mobilizando o país. Protestos de grande porte foram registrados em diversas outras cidades.
Um dos mortos, o enfermeiro Alex Pretti, atingido por dez tiros por agentes do ICE em 24 de janeiro, foi rotulado de "encrenqueiro" por Donald Trump.
Kristi Noem, chefe do Departamento de Segurança Interna dos EUa
g1
Manifestantes no protesto "ICE Out" (Fora ICE) em Minneapolis, em 30 de janeiro.
REUTERS/Tim Evans
Mortes de poeta e de enfermeiro
Na semana passada, o Departamento de Justiça dos EUA anunciou ter aberto uma nova investigação sobre a morte de Alex Pretti, focando na violação de seus direitos fundamentais. A instituição enfatizou que se trata de um procedimento "padrão".
Antes de Alex Pretti, Renee Good, uma mãe de 37 anos, foi morta em 7 de janeiro por um agente do ICE. Os opositores dessa política continuam se mobilizando de Nova York, na costa leste, a Los Angeles, na costa oeste, reunindo cerca de mil pessoas em cada ocasião.
Agentes do ICE imobilizam mulher durante operação em Minnesota, em 21 de janeiro de 2026.
REUTERS/Leah Millis
Protestantes gritam em manifestação contra o ICE no Texas, em 30 de janeiro.
REUTERS/Antranik Tavitian