Banco Master é suspeito de irregularidades na venda de crédito consignado para milhares de aposentados e pensionistas; CPI do INSS convoca Daniel Vorcaro

  • 29/01/2026
(Foto: Reprodução)
Caso Master: Banco Central faz investigação interna sobre processo de liquidação O Banco Central está fazendo uma investigação interna para apurar todo o processo que culminou na liquidação do Banco Master. Além das fraudes financeiras, há suspeitas de que o banco de Daniel Vorcaro esteja envolvido em irregularidades na venda de crédito consignado para milhares de aposentados e pensionistas. No Congresso, a CPI do INSS decidiu convocar Daniel Vorcaro. O depoimento de Daniel Vorcaro foi marcado para 5 de fevereiro, na primeira semana após o recesso parlamentar. A CPI quer saber detalhes sobre os mais de 250 mil contratos de consignados suspensos pelo INSS por falta de comprovação. "Como ele conseguiu manter esses descontos sem uma autorização formal das pessoas que estavam sendo descontadas e quais as medidas tomou pelo banco para, diante das reclamações das pessoas, não cobrar mais”, diz o senador Carlos Viana, Podemos-MG, presidente da CPMI do INSS. No Supremo, o ministro Dias Toffoli encaminhou para a Procuradoria-Geral da República o inquérito que investiga a contratação de influenciadores para atacar o Banco Central nas redes sociais. A Polícia Federal apontou indícios de que a ação pode ter tido o objetivo de atrapalhar as apurações sobre as fraudes do Banco Master. O procurador Paulo Gonet deverá opinar se o caso permanece no Supremo por ter uma ligação com o caso Master ou se vai para outra instância da Justiça, se considerar que não há o envolvimento de autoridades com foro privilegiado nem conexão com os fatos investigados. Na prática, isso deve atrasar o início dos depoimentos dos suspeitos de atuarem nos ataques virtuais coordenados ao Banco Central nesse novo inquérito conduzido pela Polícia Federal. O crime principal a ser investigado é obstrução de justiça, mas a PF também vai apurar se houve crime contra o sistema financeiro e contra a honra. O esquema era conhecido como “Projeto DV”, em referência ao dono do Master, Daniel Vorcaro. Um dos investigados é Thiago Miranda. Influenciadores afirmaram que receberam propostas para levantar suspeitas sobre a decisão do Banco Central de liquidar o conglomerado Master. O contratante era a agência Mithi, mantida por Thiago Miranda. Banco Master é suspeito de irregularidades na venda de crédito consignado para milhares de aposentados e pensionistas Jornal Nacional/ Reprodução No Banco Central, a corregedoria abriu uma sindicância interna em novembro de 2025 por determinação do presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, logo após a liquidação do Banco Master. Dois servidores do Banco Central foram afastados das funções. O objetivo é apurar eventuais falhas no processo de fiscalização e melhorar regras de controle. A informação foi publicada pelo jornal “O Globo”. As investigações são sigilosas. O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, se manifestou nesta quinta-feira (29) sobre o caso: "O Gabriel, logo que assumiu, percebeu o tamanho do abacaxi que tinha para descascar, viu que a situação era muito grave. Em poucos meses envolveu Ministério Público e a Polícia Federal porque havia suspeitas graves de fraudes em carteira. E quando você detecta uma fraude que envolveu o Banco de Brasília, o BRB, aí não tem muito como manter no interior do Banco Central o problema, porque você não está falando de má gestão, está falando de crime”. A liquidação do Banco Master foi determinada em novembro de 2025, um dia depois de a Polícia Federal deflagrar a operação que prendeu o controlador do grupo, Daniel Vorcaro, por suspeita de fraude. Em dezembro, o caso foi parar no Supremo depois que a defesa de Vorcaro argumentou que as investigações envolviam um deputado federal. O relator sorteado foi o ministro Dias Toffoli. Em janeiro de 2026, a Polícia Federal deflagrou a segunda fase da operação. Toffoli, então, determinou que todo material apreendido - documentos e equipamentos como celulares - fosse lacrado e enviado ao STF. Depois, mudou a decisão e determinou que a PGR fizesse a extração e análise do material junto com a PF. Toffoli indicou ainda os peritos da Polícia Federal, uma atribuição que costuma ser do delegado da PF que conduz a investigação. No último dia 16, o ministro mudou o cronograma de depoimentos montado pela PF. Determinou que a polícia fizesse os depoimentos em dois dias, e não em cinco, como estava previsto. E, por ordem do ministro, a PF colheu os depoimentos no prédio do Supremo - uma mudança no padrão desse tipo de investigação; as oitivas costumam ocorrer na própria Polícia Federal. A defesa de Thiago Miranda disse que ele sempre exerceu atividades profissionais de forma legal e que, até o momento, não há qualquer acusação formal contra o empresário. A defesa de Daniel Vorcaro não quis se manifestar. LEIA TAMBÉM Camila Bomfim: Influenciadores expõem pedidos em nome do BRB para tratar do caso Master nas redes CPI do INSS convoca Daniel Vorcaro a prestar depoimento; oitiva será em 5 de fevereiro

FONTE: https://g1.globo.com/jornal-nacional/noticia/2026/01/29/banco-master-e-suspeito-de-irregularidades-na-venda-de-credito-consignado-para-milhares-de-aposentados-e-pensionistas-cpi-do-inss-convoca-daniel-vorcaro.ghtml


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