Bebê indígena nasce em parto natural de 30 minutos, em maternidade de Goiânia: 'Presente de Deus', diz pai

  • 12/02/2026
(Foto: Reprodução)
Bebê indígena nasce em parto natural de 30 minutos, em maternidade de Goiânia Uma bebê indígena nasceu de parto natural em apenas trinta minutos, na Maternidade Dona Íris, em Goiânia. A chegada da pequena Kássia Esõiru Figueredo Javaé chegou exatamente um ano depois da artesã Hatawaki Javaé, de 30 anos, e o motorista Kássio Idjoriwe, de 41, iniciarem o relacionamento, tornando o mês de fevereiro duplamente especial para o casal. "Foi um presente de Deus", disse o pai, orgulhoso. "Na hora que nós chegamos, nós iríamos passar na triagem. Só que ela já estava sentindo muita dor. Aí, já subiu direto (para a sala de parto)", disse Kássio. ✅ Clique e siga o canal do g1 GO no WhatsApp O casal da etnia Javaé mora na aldeia Canuanã, na Ilha do Bananal, em Formoso do Araguaia, no Tocantins. Mãe de cinco filhos, Hatawaki teve a caçula na capital porque, como os sogros, pais de Kássio, moram em Goiânia, ela escolheu permanecer e fazer logo todo o pré-natal. De acordo com a maternidade, Kássia nasceu na quarta-feira (11), com 51 cm e 3,785 kg. O pai conta que ele também nasceu na maternidade. "Minha mãe ganhou eu aqui no Dona Iris. Veio da aldeia também, ganhou eu aqui e voltamos pra aldeia", disse, acrescentando que o filho de 18 anos, de outro relacionamento, também nasceu na unidade. A bebê indígena Kássia Esõiru Figueredo Javaé nasceu na Maternidade Dona Iris , em Goiânia Rafaella Barros/ g1 LEIA TAMBÉM Bebê nasce com dentinhos e surpreende pais: 'Vi assim que ela chorou' VÍDEO: Médica viraliza ao contar o que aprendeu morando há quase dois anos em Goiânia Filha reencontra mãe após mais de 40 anos de separação Ritual de presentes Os pais pretendem voltar para a aldeia em março. Até lá, continuarão em Goiânia, na casa dos avós paternos de Kássia. O pai explica que, no retorno, já está prevista a realização do "Boroturé", um ritual tradicional na aldeia depois que nasce um bebê. "Em vez de ela ganhar os presentes, a gente é que dá os presentes". Kássio explica que os pedidos de presente são os mais variados, incluindo até mesmo eletrodomésticos. E quem recebe não são apenas parentes, mas várias pessoas da aldeia. "Antigamente, era coisa simples do dia a dia, como uma canoa, mandioca, um remo... era dessa forma. Só que hoje mudou muito. Os brancos entraram dentro da aldeia... Boroturé, hoje em dia, é celular, televisão", relatou. O casal conta que todos os outros filhos, tanto dela quanto dele, também nasceram em hospitais. Segundo Kássio, embora as mulheres indígenas sejam contrárias a cesáreas, elas vão dar à luz nas maternidades e não na aldeia. 'Mas hoje em dia, se passar mal (na aldeia), tem enfermeira, tem tudo lá dentro. Aí,, leva para a cidade e depois traz de novo", explicou. Com a chegada de Kássia, Hatawaki tem três meninos e três meninas. Os irmãos da caçula têm idades que variam de 2 a 16 anos. A artesã disse que não pensa em ter mais filhos. "Está muito bom. Eu me sinto realizada como mãe", afirmou. 📱 Veja outras notícias da região no g1 Goiás.

FONTE: https://g1.globo.com/go/goias/noticia/2026/02/12/bebe-indigena-nasce-em-parto-natural-de-30-minutos-em-maternidade-de-goiania-presente-de-deus-diz-pai.ghtml


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