Caiado defende PEC emergencial contra 'colapso' das contas públicas e diz que medida está em estudo

  • 27/08/2026
(Foto: Reprodução)
Ronaldo Caiado, do PSD, começou o dia em São Paulo O candidato à Presidência Ronaldo Caiado (PSD) afirmou nesta quinta-feira (27) que pretende apresentar uma PEC de emergência fiscal para enfrentar o que chamou de “colapso” das contas públicas e reduzir a taxa de juros. A proposta ainda está em estudo pela equipe do candidato, que não detalhou quais gastos da União seriam cortados. “Eu estou convencido hoje que nós precisamos de apresentar uma emenda à Constituição brasileira, uma emenda fiscal emergencial”, afirmou o candidato durante o lançamento da candidatura do deputado federal Otoni de Paula (PSD), no Olaria Atlético Clube, na Zona Norte do Rio. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias do RJ em tempo real e de graça Caiado disse que a medida será necessária porque, na avaliação dele, o nível atual de gastos públicos não é compatível com a taxa de juros. “Nós temos que repensar a tese de como nós teremos que diminuir pra valer os gastos da União. Da maneira como ele está hoje, a sociedade brasileira não suporta essa taxa de juros que aí está”, afirmou. Ronaldo Caiado, do PSD, em agenda no Rio de Janeiro Raoni Alves / g1 Em outra ocasião, Caiado afirmou que pretende limitar o crescimento das despesas do governo federal à inflação mais 50% do crescimento do Produto Interno Bruto (PIB). A medida seria encaminhada ao Congresso no primeiro dia de um eventual governo. O candidato, porém, ainda não especificou quais despesas seriam atingidas pelo ajuste. Nesta quinta, ao ser questionado sobre medidas imediatas para enfrentar a situação econômica, Caiado afirmou que sua equipe estava revisando os dados. “Essas medidas, para você ter uma ideia, a minha equipe tá revendo agora à noite. Eu conversei longamente também com o ex-deputado, ex-ministro Roberto Brant, que está se ocupando dessa área do governo. Nós estamos recalculando essas últimas informações que nós recebemos do mercado”, disse. Segurança pública A segurança pública também foi tema na fala de Caiado à imprensa no Rio. Ele defendeu o uso de estruturas federais já existentes, como o Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), a Receita Federal e os órgãos de inteligência, para combater financeiramente facções criminosas e milícias. O candidato afirmou que pretende criar um Ministério da Segurança Pública, ampliar o número de presídios federais e classificar faccionados e milicianos como terroristas domésticos. Caiado também defendeu o uso de inteligência artificial no combate ao crime, citando uma experiência de seu governo em Goiás. Segundo ele, a classificação de facções e milícias como terrorismo permitiria uma atuação das Forças Armadas nas fronteiras e divisas para impedir a entrada de drogas e armas que abastecem o crime organizado. “Rio de Janeiro não produz cocaína, Rio de Janeiro não produz arma e, no entanto, isso aqui vem de outros países e que chegam até aqui”, afirmou. Ronaldo Caiado, candidato do PSD à Presidência, faz campanha no Rio Jornal Nacional/ Reprodução O candidato também voltou a defender sua posição contrária ao uso de câmeras corporais por forças de segurança federais. “Agora, nas forças de segurança como presidente também não vai ter câmera”, afirmou. Ele disse, porém, que os estados terão autonomia para decidir sobre o uso dos equipamentos. “Cada estado decide a sua realidade, eu tenho que respeitar a independência dos estados (...) Agora, nós estamos vivendo em guerra. Guerra. Quando você tá em guerra, você não usa câmera corporal”, afirmou. Agenda em SP Mais cedo, durante a agenda em São Paulo, Caiado visitou o Hospital Santa Marcelina, na Zona Leste da capital, uma das maiores instituições filantrópicas da cidade no atendimento pelo SUS. Após conhecer as instalações e se reunir com diretores do hospital, o candidato afirmou que, se eleito, pretende reajustar os valores pagos pelo SUS aos hospitais filantrópicos de todo o país e aumentar a participação da União no financiamento da saúde pública. Caiado também apresentou uma proposta para o mercado de trabalho. Ele defende a criação de um modelo de remuneração por hora trabalhada como alternativa às regras atuais da CLT. Segundo o candidato, os dois modelos poderiam coexistir, permitindo que trabalhadores escolham entre o regime atual e a remuneração por horas. “Os que quiserem esse tipo, sem dúvida nenhuma, estarão ali incluídos dentro do sistema atual. Os que desejarem ter por hora de trabalho, será por hora de trabalho. Não é excludente da outra. As duas podem conviver”, afirmou.

FONTE: https://g1.globo.com/rj/rio-de-janeiro/eleicoes/2026/noticia/2026/08/27/caiado-agenda-rio.ghtml


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