Caso Yasmin Macêdo: Julgamento de acusado pela morte da influenciadora é marcado para agosto em Belém
26/02/2026
(Foto: Reprodução) Caso Yasmin: acusado pela morte da influenciadora vai a júri em agosto
A Justiça do Pará marcou para o dia 25 de agosto o julgamento de Lucas Magalhães, acusado pela morte da influenciadora digital Yasmin Cavaleiro de Macêdo, que completou mais de quatro anos.
A data foi definida após o esgotamento dos recursos apresentados pela defesa do réu nas instâncias superiores, incluindo o Supremo Tribunal Federal (STF).
Madson Nogueira, advogado da família, diz que a “demora se deu em razão dos inúmeros recursos protelatórios que a defesa do Lucas Magalhães lançou mão”.
Lucas Magalhães será submetido a júri popular no Fórum Criminal de Belém. Ele responde pelos crimes de homicídio com dolo eventual, fraude processual e porte e disparo ilegal de arma de fogo.
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Somadas, as penas mínimas podem chegar a 15 anos de prisão. O acusado está em liberdade provisória desde 2023.
Para a família de Yasmin, a definição do julgamento representa o fim de uma longa espera.
“Nós precisamos ter muita paciência nesse 4 anos e dois meses até chegarmos nesse tão esperado dia da marcação desse julgamento. Estavam isso aguardando ansiosos e nesta quarta-feira (25) nós recebemos essa notícia. Não ficamos felizes, mas ficamos muito gratos”, disse Eliene Fontes, mãe da vítima.
O caso
Yasmin Cavaleiro de Macêdo tinha 21 anos, era estudante de medicina veterinária e influenciadora digital. Ela desapareceu no dia 12 de dezembro de 2021, durante um passeio de lancha no rio Maguari, em Belém.
Yasmin Macêdo
Reprodução/TV Liberal
O corpo dela foi encontrado no dia seguinte. As investigações apontaram que a causa da morte foi afogamento.
Além de Yasmin, outras 18 pessoas estavam a bordo da embarcação. Lucas Magalhães, proprietário da lancha, é apontado como principal suspeito do crime.
Segundo as investigações, ele teria efetuado disparos de arma de fogo durante o passeio e alterado a estrutura da lancha antes da perícia técnica.
O despacho da Justiça cita ainda outras condutas atribuídas ao réu, descritas no inquérito policial e no procedimento administrativo instaurado pela Capitania dos Portos.
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