Centro de umbanda é vandalizado com símbolos de apologia ao nazismo na Bahia
24/04/2026
(Foto: Reprodução) Imagem de uma das seis vezes em que o Centro de Umbanda São Jorge Guerreiro foi arrombado em 2025
Arquivo pessoal
Um centro de umbanda foi alvo de intolerância religiosa e teve a fachada vandalizada com símbolos de apologia ao nazismo na cidade de Guanambi, no sudoeste da Bahia. O Centro de Umbanda São Jorge Guerreiro é uma instituição religiosa que atua na cidade há quase 80 anos.
Segundo o vice-presidente do centro, Joel das Neves da Silva, o local vem sendo alvo de ataques há cerca de um ano. Nesse período, o centro religioso já foi arrombado seis vezes, quando imagens foram quebradas e documentos rasgados. Itens como velas e comida também foram furtados.
No último sábado (18), a instituição foi pichada com símbolos que fazem apologia ao nazismo. Desta vez, o local não foi invadido.
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Ao g1, o advogado que representa o centro, Eunadson Donato, disse que acionou a polícia e tenta registrar a ocorrência. No entanto, a Polícia Civil informou que não encontrou registro formal do caso.
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Vale ressaltar que a apologia ao nazismo, usando símbolos nazistas, distribuindo emblemas ou fazendo propaganda desse regime, é crime previsto em lei no Brasil, com pena de reclusão que pode chegar a cinco anos.
O que a lei brasileira diz sobre apologia do nazismo
Imagens da fachada pichada do centro religioso repercutiram nas redes sociais e causaram revolta na cidade. Em nota, a Prefeitura de Guanambi manifestou repúdio diante da situação, que classificou como um "ataque de ódio, de cunho racista e de intolerância religiosa".
"Guanambi é uma cidade alicerçada nos valores do respeito, da diversidade cultural e religiosa, além da liberdade de crença. Atos de violência ou discriminação contra qualquer segmento religioso são inaceitáveis, pois agridem os direitos fundamentais e o convívio democrático que deve prevalecer em nossa sociedade", afirmou a gestão.
Em nota, a Ordem dos Advogados da Bahia Subseção Guanambi, também se manifestou contra a ação dos criminosos, ressaltando que o episódio exalta o ódio.
"Trata-se de uma violação direta aos direitos humanos fundamentais, em especial à liberdade de crença, à igualdade e à dignidade da pessoa humana, atingindo de forma especialmente sensível comunidades de matriz africana, historicamente marcadas por processos de discriminação e marginalização".
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