Cesta básica sobe em Campo Grande e exige mais da renda do trabalhador; tomate é o vilão
09/02/2026
(Foto: Reprodução) O preço do tomate aumentou em Campo Grande.
Freepik
Campo Grande iniciou 2026 entre as capitais brasileiras que registraram aumento no custo da cesta básica em janeiro. A cidade teve o 6º maior valor entre as pesquisadas, puxado principalmente pela alta do tomate.
Segundo o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), a cesta básica em Campo Grande custou R$ 783,41 em janeiro, alta de 0,97% em relação a dezembro de 2025.
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Na comparação anual, a capital registrou o 2º maior aumento acumulado, com avanço de 2,51% entre janeiro de 2025 e janeiro de 2026.
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Produtos que subiram e caíram
Entre dezembro e janeiro, apenas três dos 13 itens da cesta básica ficaram mais caros:
Tomate: +40,7%
Manteiga: +1,42%
Batata: +0,49%
Os outros dez apresentaram queda nos preços médios, como:
Leite integral (-8,00%)
Óleo de soja (-7,97%)
Arroz agulhinha (-6,50%)
Feijão carioca (-5,01%)
Farinha de trigo (-4,10%)
Café em pó (-3,81%)
Açúcar cristal (-3,37%)
Banana (-2,31%)
Pão francês (-0,78%)
Carne bovina de primeira (-0,22%)
Salário mínimo necessário
O Dieese calcula que, em janeiro de 2026, o salário mínimo necessário para sustentar uma família de quatro pessoas deveria ter sido de R$ 7.177,57, o equivalente a 4,43 vezes o salário vigente, reajustado para R$ 1.621,00.
Em dezembro de 2025, quando o piso era de R$ 1.518,00, o valor necessário foi de R$ 7.106,83 (4,68 salários mínimos). Já em janeiro de 2025, o cálculo foi de R$ 7.156,15 (4,71 salários mínimos).
Tempo de trabalho e renda
Em janeiro de 2026, um trabalhador que recebe salário mínimo em Campo Grande precisou dedicar 106 horas e 19 minutos de trabalho para comprar a cesta básica. Em dezembro, o tempo havia sido maior: 112 horas e 27 minutos.
Com o salário líquido, após desconto de 7,5% da previdência, o trabalhador comprometeu 52,25% da renda apenas com os alimentos básicos.
*Estagiária sob supervisão de Thais Libni
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