Conselho aprova aumento de 4,46% na passagem de ônibus, que deve passar a custar R$ 4,50 no Grande Recife
15/01/2026
(Foto: Reprodução) Manifestantes ocupam sede do Grande Recife em protesto contra aumento de passagens
O Conselho Superior de Transporte Metropolitano (CSTM) aprovou um aumento de 4,46% no valor das passagens de ônibus no Grande Recife. Com isso, o valor do Bilhete Único, utilizado pela maioria dos passageiros, deve passar a custar 4,50, em vez dos 4,30 cobrados atualmente (veja vídeo acima).
A mudança foi definida em votação durante uma reunião realizada forma online, com integrantes do CSTM. A reunião foi feita pela internet, com alguns dos membros na sede do Grande Recife Consórcio de Transporte (CTM), no bairro do Recife, onde houve protesto contra o aumento da tarifa (entenda mais abaixo).
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O governo de Pernambuco propôs um reajuste de 4,46% para o Bilhete Único, Anel G e linhas do serviço opcional e especial. Segundo o Grande Recife Consórcio de Transporte, o percentual é referente à inflação acumulada entre dezembro de 2024 e 2025.
Apesar da aprovação, o aumento ainda seguirá para homologação da Agência de Regulação de Pernambuco (Arpe), que deve arredondar os valores e, depois disso, publicar as novas tarifas no Diário Oficial do Estado. Ainda não foi divulgada a data em que a nova tarifa entra em vigor.
Os valores aprovados, ainda sem os arredondamentos, da Arpe, foram os seguintes:
Bilhete único: R$ 4,4753;
Anel G: R$ 3,0313;
041 - Setúbal (Opcional): R$ 5,7754;
064 - Piedade (Opcional): R$ 8,6628;
072 - Candeias (Opcional): R$ 8,6628;
160 - Gaibu/Barra de Jangada - Via Paiva (Opcional): R$ 8,6628;
191 - Recife/Porto de Galinhas (sem ar-condicionado): R$ 15,4228;
195 - Recife/Porto de Galinhas (Opcional): R$ 22,5227;
214 - UR-02/Ibura (Opcional): R$ 8,6628;
224 - UR-11/Jordão (Opcional): R$ 8,6628;
229 - Marcos Freire (Opcional): R$ 8,6628;
342 - Curados (Opcional): R$ 8,6628.
A reunião contou com representantes da Secretaria de Mobilidade e Infraestrutura de Pernambuco (Semobi), do Grande Recife Consórcio de Transporte, e da sociedade civil.
O último aumento na passagem do transporte público do Grande Recife foi aprovado em dezembro de 2024, já após a unificação do Bilhete Único. O reajuste foi definido em 4,29%, levando a passagem para R$ 4,28. Com o valor arredondado pela Arpe, os passageiros passaram a pagar R$ 4,30 por viagem.
Por meio de nota, o Grande Recife Consórcio informou que os estudos apontavam que, "para cobrir integralmente os custos de operação do sistema neste ano — como combustível, salários, manutenção da frota e operação do sistema —, a tarifa técnica deveria chegar a R$ 6,14".
A nota afirma, ainda, que o governo do estado vai aportar cerca de R$ 500 milhões no transporte "para evitar que o aumento recaia sobre os usuários", além de conceder isenções fiscais, como a do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) sobre o óleo diesel, cobrindo a diferença entre o custo real do sistema e o valor pago pelo passageiro.
Protesto
Manifestantes na sede do Grande Recife durante votação do aumento da passagem de ônibus
Day Santos/TV Globo
Manifestantes realizaram um ato contra o aumento do Bilhete Único. A concentração aconteceu no Parque 13 de Maio, no bairro da Boa Vista, área central do Recife, por volta das 10h.
Com a presença de movimentos sociais e sindicatos, o grupo seguiu em caminhada até a sede do Grande Recife Consórcio, no Bairro do Recife, e ocupou a entrada do prédio em protesto. Com palavras de ordem e faixas, eles reivindicaram gratuidade do transporte público.
“Hoje foi um dia importante de mobilização para a gente mostrar que existe, sim, trabalhador e estudante indignado e disposto a lutar por um transporte público de qualidade e que sirva de verdade aos interesses da maioria da população e principalmente na perspectiva de conquistar a tarifa zero no transporte público”, disse João Mamede, militante e integrante da Frente Brasil Popular.
De acordo com o manifestante, mais de 100 cidades brasileiras têm transporte público gratuito. Ele também criticou a baixa representatividade de usuários do serviço de transporte na reunião do CSTM.
“O protesto é contra o aumento da tarifa e por um transporte verdadeiramente de qualidade público para a população, porque mobilidade não pode ser mercadoria negociada na mesa de um conselho que reúne basicamente uma maioria de empresários e membros do governo”, criticou.
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