De aiatolá morto a ataque suspenso: guerra abala Oriente Médio e pressiona economia global; veja linha do tempo

  • 08/04/2026
(Foto: Reprodução)
Irã permanece desafiador apesar das ameaças de Trump O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta terça-feira (7) que adiou por duas semanas o ultimato contra o Irã. Horas antes, em tom de ameaça, disse que uma “civilização inteira” morreria em ataques norte-americanos. Veja abaixo a linha do tempo com os principais acontecimentos dos 38 dias de conflito: 🗓️ 28 de fevereiro: EUA e Israel atacam o Irã e matam Ali Khamenei Na madrugada de 28 de fevereiro, Estados Unidos e Israel realizaram um ataque coordenado contra o Irã. Explosões foram registradas em Teerã e em outras cidades. Em resposta, o Irã disparou mísseis contra Israel e atacou bases americanas no Oriente Médio, incluindo instalações no Catar, Bahrein, Kuwait, Jordânia e Emirados Árabes Unidos. No primeiro dia, o líder supremo iraniano, Ali Khamenei, foi morto. A informação foi divulgada pelos EUA e confirmada horas depois pelo Irã. Além do líder supremo, o primeiro dia de ofensiva deixou mais de 200 mortos e 700 feridos, segundo a imprensa iraniana. No mesmo dia, uma escola iraniana foi atingida e mais de 100 crianças morreram. A instituição ficava ao lado de uma base da Guarda Revolucionária do Irã e integrava uma rede de ensino ligada à corporação militar. Um vídeo verificado pelo jornal "The New York Times" indicou que a região foi atingida por um míssil Tomahawk, arma comumente usada pelos Estados Unidos. Irã e Israel não operam esse tipo de míssil. O jornal mostrou ainda que um relatório do próprio exército dos EUA aponta para a culpa dos norte-americanos no bombardeio à escola. 🗓️ 1º de março: Israel e Hezbollah trocam ataques Explosão de destroços em chamas após supostos ataques israelenses nos subúrbios do sul de Beirute , em decorrência de uma escalada entre o Hezbollah e Israel, em meio ao conflito entre EUA e Israel com o Irã, Líbano, 13 de março de 2026. REUTERS/Amr Abdallah Dalsh TPX IMAGES OF THE DAY Em 1º de março, o grupo terrorista Hezbollah colocou o Líbano no conflito ao disparar drones e foguetes contra o território de Israel em apoio ao Irã. Segundo Israel, os ataques foram interceptados ou atingiram regiões desabitadas. Após a ação, Israel retaliou com ataques feitos por caças à capital Beirute. Pelo menos 31 pessoas morreram e outras 149 ficaram feridas. No mesmo dia, três jatos F-15 dos Estados Unidos foram abatidos por engano pelas forças do Kuwait. 🗓️ 2 de março: Irã fecha Ormuz e ataque atinge refinaria na Arábia Saudita Na primeira ocasião em que o petróleo sofreu as consequências da guerra, o Irã anunciou que o Estreito de Ormuz estava fechado e que incendiaria qualquer navio que tentar passar pelo local. No dia seguinte, os preços do petróleo dispararam. Além disso, uma das maiores refinarias do Oriente Médio, na Arábia Saudita, foi atingida por um ataque de drone. O local tem capacidade de produzir 550 mil barris por dia. Imagens feitas por testemunhas mostram trabalhadores evacuando a área e colunas de fumaça. Trabalhadores deixam refinaria na Arábia Saudita após suposto ataque de drones 🗓️ 3 de março: Israel ataca local de assembleia e EUA atacam navio Em 3 de março, o Exército israelense atacou o prédio da Assembleia dos Peritos do Irã, o órgão responsável por escolher o próximo líder supremo do país. Do outro lado da aliança, um submarino de guerra dos EUA afundou um navio do Irã no Oceano Índico, a milhares de quilômetros de distância do Golfo Pérsico. O ataque matou dezenas de militares iranianos. A ofensiva ocorreu a mais de 4 mil km de Teerã, no Oceano Índico, em águas internacionais, perto do Sri Lanka. As autoridades do país receberam um chamado de socorro. O IRIS Dena tinha 180 pessoas a bordo. 🗓️ 4 de março: Míssil do Irã é interceptado pela Otan na Turquia No dia 4 de março, um míssil balístico lançado do Irã foi destruído por sistemas da Otan ao passar pela Turquia, segundo o Ministério da Defesa do país. O Irã negou o lançamento e afirmou respeitar a soberania do país. A Turquia disse em comunicado que não houve vítimas ou feridos no incidente, acrescentando que o país se reserva o direito de responder a quaisquer ações hostis. 🗓️ 6 de março: Trump fala pela 1ª vez sobre acordo O presidente Donald Trump Kevin Lamarque/Reuters Em 6 de março, em um post na rede Truth Social, Trump falou pela primeira vez sobre uma possibilidade de acordo. Ele declarou que não aceitaria um cessar-fogo, a não ser que o Irã apresentasse sua "rendição incondicional". Ainda segundo Trump, os EUA e seus parceiros trabalhariam "incansavelmente para tirar o Irã da beira da destruição". 🗓️ 8 de março: Irã nomeia Mojtaba Khamenei como líder supremo Irã elege Mojtaba Khamenei como novo líder supremo A Assembleia de Especialistas do Irã nomeou Mojtaba Khamenei, de 56 anos, como novo líder supremo do país, no dia 8 de março. Em comunicado, o órgão convocou o povo iraniano a manter a unidade e jurar lealdade ao novo líder. De acordo com o The New York Times, a nomeação refletiu a tentativa do governo iraniano de manter a continuidade em meio aos ataques crescentes dos Estados Unidos e de Israel. Mojtaba assumiu não apenas como a nova autoridade religiosa e política do país, mas também como comandante-em-chefe das Forças Armadas, reforçando sua posição de influência no Irã. 🗓️ 9 de março: Guerra de narrativas sobre fim da guerra A Guarda Revolucionária Islâmica do Irã disse, em 9 de março, que o país será responsável por determinar o fim da guerra. A declaração veio após o presidente dos EUA, Donald Trump, afirmar que o conflito acabaria em breve e estava “praticamente concluído”. 🗓️ 11 de março: agência internacional anuncia liberação de petróleo Por causa do conflito, a Agência Internacional de Energia anunciou a maior liberação de reservas de petróleo da história para conter a alta dos preços. Ao todo, foram 400 milhões de barris das reservas de emergência. O recorde anterior era de 182,7 milhões, após a invasão da Ucrânia pela Rússia, em 2022. No mesmo dia, três navios cargueiros foram atacados no Estreito de Ormuz. Um deles, da Tailândia, teve a autoria assumida pelo Irã. Também em 11 de março, o Irã mencionou pela primeira vez o fim da guerra. O presidente Masoud Pezeshkian afirmou que o encerramento do conflito dependeria de três condições: o reconhecimento dos “direitos legítimos” do país; o pagamento de reparações pelos danos causados por EUA e Israel; a criação de garantias internacionais contra novas agressões. 🗓️ 12 de março: 1º pronunciamento de Mojtaba Khamenei Mojtaba Khamenei, novo líder supremo do Irã, em foto de outubro de 2024 Hamed Jafarnejad/ISNA/WANA/Reuters O novo líder supremo do Irã teve um pronunciamento lido na mídia estatal no dia 12 de março. Foi a primeira vez que Mojtaba Khamenei se manifestou desde o início da guerra. Na mensagem, ele fez ameaças aos Estados Unidos e anunciou novos ataques a bases militares na região. "Todas as bases americanas devem ser fechadas imediatamente. Essas bases serão atacadas", afirmou. "O Irã não se absterá de vingar o sangue de seus mártires." No mesmo dia, a Agência Internacional de Energia afirmou que a guerra estava provocando a maior interrupção no fornecimento de petróleo da história. 🗓️ 15 de março: Trump descarta acordo, e Irã faz alerta No dia 15 de março, Trump afirmou que as condições ainda não eram suficientes para um acordo com o Irã que ponha fim à guerra. Em entrevista à NBC News, ele disse que Teerã queria negociar, mas que os Estados Unidos seguiriam com a ofensiva. Trump também afirmou que poderia bombardear novamente alvos no principal centro de exportação de petróleo do Irã, na ilha de Kharg, “apenas por diversão”. No mesmo dia, o Irã advertiu que uma intervenção de outros países provocaria uma escalada no conflito. 🗓️ 18 de março: Vaticano pede fim da guerra Missa de Páscoa na Praça de São Pedro, no Vaticano, em 5 de abril de 2026. REUTERS/Remo Casilli Em um pronunciamento incomum, o Vaticano pediu diretamente a Trump interromper a guerra contra o Irã. A declaração foi feita pelo secretário de Estado, cardeal Pietro Parolin, que também pediu que o Líbano seja poupado dos ataques. "Se Donald Trump estivesse aqui, eu lhe diria para parar a guerra o mais rápido possível, porque o perigo de escalada está sobre nós", disse. "Eu diria para deixar o Líbano em paz, e esta mensagem também deve ser dirigida aos israelenses: devemos tentar resolver os problemas que eles acreditam existir por meios pacíficos, como a diplomacia e o diálogo." 🗓️ 20 de março: ataque do Irã no Oceano Índico acende alerta Um ataque de mísseis do Irã contra uma base militar na ilha Diego Garcia, no Oceano Índico, acendeu alerta na Europa. A base fica a cerca de 4 mil km do território iraniano, o que indicou capacidade de atingir alvos mais distantes, incluindo grandes cidades europeias. 🗓️ 21 de março: EUA indicam que guerra pode se prolongar Uma troca de ataques em áreas com instalações nucleares do Irã e de Israel colocou o mundo em alerta no dia 21 de março. Na mesma semana, o Pentágono pediu US$ 200 bilhões (cerca de R$ 1 trilhão) para financiar a guerra. Segundo o governo, os recursos seriam usados para repor munições e outros suprimentos. Questionado sobre o tema, o secretário de Defesa, Pete Hegseth, afirmou que “matar homens maus custa caro”. Os Estados Unidos também enviaram três navios de guerra e cerca de 2.500 fuzileiros navais para a região. 🗓️ 22 de março: Irã diz ter atingido caça F-15 no Estreito de Ormuz Caça F-15 da Força Aérea dos EUA sobrevoa o aeródromo militar de Amari, na Estônia, em 1º de fevereiro de 2022 Ints Kalnins/Reuters A Guarda Revolucionária do Irã afirmou no dia 22 de março que atingiu um caça F-15 “inimigo” que sobrevoava a costa sul do país. Segundo o comunicado exibido pela imprensa estatal, a aeronave foi detectada perto da ilha de Ormuz e atingida por sistemas de defesa aérea. "Um caça F-15 inimigo foi atingido após ser detectado nos céus do sul do país, próximo à Ilha de Hormuz, por sistemas de defesa aérea. Investigações sobre o destino da aeronave continuam", afirmou o comunicado. 🗓️ 23 de março: Trump adia ataques a instalações de energia Em 23 de março, Trump decidiu adiar por cinco dias ataques contra instalações de energia do Irã. Em uma rede social, ele disse que representantes dos dois países tiveram “conversas muito boas e produtivas” no fim de semana. Pouco depois, o Irã negou negociações e afirmou que o recuo ocorreu após ameaças de Teerã. Segundo o site Axios, os contatos citados por Trump foram intermediados por autoridades da Turquia, Egito e Paquistão, com participação do enviado da Casa Branca, Steve Witkoff, e do chanceler iraniano, Abbas Araghchi. A jornalistas, Trump afirmou que uma “mudança de regime” estava em curso no Irã e disse que as conversas não envolveram o líder supremo, Mojtaba Khamenei, mas pessoas que descreveu como “muito razoáveis”. 🗓️ 24 de março: aprovação de Trump cai ao menor nível do 2º mandato O presidente dos EUA, Donald Trump, em 6 de abril de 2026 REUTERS/Evan Vucci A aprovação do governo Trump caiu para 36%, o menor nível do segundo mandato, segundo pesquisa Reuters/Ipsos divulgada em 24 de março. A queda foi de quatro pontos percentuais em uma semana. 🗓️ 28 de março: guerra completa um mês com mil mortos no Irã e 300 americanos feridos Em um mês, a guerra no Oriente Médio deixou mais de mil soldados iranianos mortos, além de mais de 300 militares dos EUA feridos. "Desde o início da Operação Fúria Épica, aproximadamente 303 militares americanos ficaram feridos. A grande maioria teve ferimentos leves e 273 já retornaram ao serviço", disse o capitão da Marinha dos EUA, Tim Hawkins. 🗓️ 2 de abril: relatos indicam uso de crianças na guerra pelo Irã A morte de um menino de 11 anos em Teerã levantou suspeitas sobre o uso de menores em atividades de segurança. Testemunhas relataram à BBC ter visto crianças, algumas armadas, em postos de controle na capital e em outras cidades. A prática ganhou força após um integrante da Guarda Revolucionária anunciar o recrutamento de “voluntários” a partir dos 12 anos no programa “Combatentes Defensores da Pátria do Irã”. Ligada à Guarda, a milícia Basij — com cerca de um milhão de membros — pode ser uma das portas de entrada para esse recrutamento, com inscrições em mesquitas e espaços públicos. 🗓️ 3 de abril: Irã diz ter abatido segundo caça F-35 dos EUA Um jato F-35 pousa na pista do porta-aviões USS Carl Vinson durante exercícios militares no Havaí, EUA REUTERS Na sexta-feira (3), o Irã afirmou ter abatido um segundo caça F-35 dos Estados Unidos. Segundo a agência estatal Mehr, a aeronave foi atingida enquanto sobrevoava o centro do país. A agência publicou fotos do que diz ser destroços do avião, que foram replicadas por outros veículos estatais iranianos, como Fars, Irna, PressTV e Isna. O governo iraniano também prometeu recompensa para quem “capturar ou matar” militares norte-americanos. 🗓️ 4 de abril: Trump dá prazo de 48 horas ao Irã No sábado (4), Trump deu um novo prazo de 48 horas para que o Irã reabrisse o Estreito de Ormuz e normalizasse a passagem de navios. Ele ameaçou novos ataques caso a exigência não fosse cumprida. "Lembram-se de quando dei ao Irã dez dias para FAZER UM ACORDO ou ABRIR O ESTREITO DE ORMUZ? O tempo está se esgotando — 48 horas antes que o inferno se abata sobre eles. Glória a DEUS!", escreveu em uma rede social. No mesmo dia, o Irã autorizou a passagem de navios com bens essenciais pelo estreito, desde que coordenada com autoridades do país. 🗓️ 5 de abril: EUA resgatam piloto de F-15 Uma operação dos Estados Unidos resgatou um piloto de um caça F-15 atingido pelo Irã no domingo (5). Um outro militar que também estava na aeronave já havia sido resgatado dois dias antes. Trump afirmou que o piloto estava gravemente ferido e o chamou de “muito corajoso” por ter sobrevivido às buscas iranianas até ser encontrado pelas forças americanas. 🗓️ 6 de abril: Trump chama iranianos de “animais” Na segunda-feira (6), Trump foi questionado sobre a possibilidade de os Estados Unidos cometerem crimes de guerra ao atacar instalações energéticas no Irã. Na resposta, chamou os iranianos de “animais”. "Porque eles mataram 45 mil pessoas no último mês. Mais do que isso — pode chegar a 60 mil. Eles mataram manifestantes, são animais. E nós temos que detê-los, e não podemos permitir que tenham uma arma nuclear. Muito simples", disse durante conversa com repórteres em um evento de Páscoa na Casa Branca. 🗓️ 7 de abril: ultimato é adiado horas antes do prazo Coletiva com Donald Trump Kevin Lamarque/Reuters Na manhã do dia em que terminava o prazo para reabertura do Estreito de Ormuz, Trump afirmou em uma rede social que “uma civilização inteira morrerá nesta noite”. O Irã respondeu dizendo que a fala configura “crimes de guerra e potencialmente genocídio”. Pouco mais de uma hora antes do fim do prazo, Trump anunciou o adiamento do ultimato por duas semanas e condicionou à abertura completa da rota marítima. "Concordo em suspender o bombardeio e o ataque ao Irã por um período de duas semanas. Este será um CESSAR-FOGO de dois lados!", afirmou. Segundo o ministro das Relações Exteriores iraniano, Abbas Araghchi, o acordo foi alcançado com mediação de autoridades do Paquistão. Ele afirmou que Teerã vai suspender ações defensivas desde que os ataques contra o país sejam interrompidos. Araghchi disse ainda que a passagem pelo Estreito de Ormuz será segura durante a trégua, com algumas condições. "Por um período de duas semanas, será possível a passagem segura pelo Estreito de Ormuz, mediante coordenação com as Forças Armadas do Irã e com a devida consideração às limitações técnicas." O Paquistão informou que a trégua também abrange outras frentes da batalha, como Israel e Líbano.

FONTE: https://g1.globo.com/mundo/noticia/2026/04/08/de-aiatola-morto-a-ataque-suspenso-guerra-abala-oriente-medio-e-pressiona-economia-global-veja-linha-do-tempo.ghtml


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