Dólar abre a R$ 4,98 com foco no petróleo e na agenda de indicadores no Brasil e nos EUA

  • 30/04/2026
(Foto: Reprodução)
Entenda o que faz o preço do dólar subir ou cair O dólar iniciou a sessão desta quinta-feira (30) em queda, recuando 0,32% na abertura, aos R$ 4,9858. Já o Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, abre às 10h. A agenda econômica do dia reúne indicadores relevantes no Brasil e no exterior. Enquanto o mercado acompanha dados de emprego por aqui, nos Estados Unidos a atenção se volta ao crescimento da economia e à inflação, em meio a tensões geopolíticas. 📱 Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça ▶️ No Brasil, o destaque é a divulgação da Pnad Contínua de março, prevista para as 9h pelo IBGE. A taxa de desemprego vinha em 5,8% no trimestre até fevereiro, após subir frente ao período anterior e recuar na comparação anual. Para março, a expectativa do mercado é de que o índice avance para cerca de 6,1%. ▶️ Nos Estados Unidos, o Departamento do Comércio divulga às 9h30 a primeira estimativa do PIB do primeiro trimestre de 2026. No dado anterior, a economia havia crescido 0,5% frente ao trimestre imediatamente anterior. Agora, a projeção é de aceleração, com alta de 2,3% no período. ▶️ Ainda no cenário externo, o preço do petróleo Brent ultrapassou os US$ 125 por barril no início desta quinta-feira, refletindo incertezas sobre o conflito no Irã. A guerra, que já dura nove semanas, segue sem perspectiva clara de resolução. ▶️ O bloqueio aos portos iranianos e a manutenção do fechamento do Estreito de Ormuz pelos EUA continuam pressionando as cotações, enquanto sinais de possível escalada reduzem as expectativas de um acordo rápido. Veja abaixo mais detalhes do dia no mercado. 💲Dólar a Acumulado da semana: +0,07%; Acumulado do mês: -3,42%; Acumulado do ano: -8,88%. 📈Ibovespa Acumulado da semana: -3,14%; Acumulado do mês: -1,45%; Acumulado do ano: +14,66%. Guerra no Oriente Médio O presidente Donald Trump voltou a ameaçar o Irã publicamente, demonstrando insatisfação com as propostas apresentadas nas negociações e indicando a possibilidade de novos ataques militares. As conversas para encerrar o conflito seguem travadas, sem avanço concreto. Ao mesmo tempo, os EUA avaliam diferentes estratégias, incluindo declarar vitória e reduzir sua presença militar na região. Do lado iraniano, o país afirma que a guerra não acabou e que responderá com mais intensidade caso seja atacado novamente. Durante o cessar-fogo, Teerã tem aproveitado para reorganizar sua capacidade militar, incluindo a recuperação de equipamentos e a produção de drones. Outro ponto central da crise é o Estreito de Ormuz, uma das principais rotas de transporte de petróleo do mundo. O Irã mantém restrições à passagem de navios e condiciona a reabertura total ao fim definitivo da guerra e a garantias de segurança. 🛢️ A passagem permanece, na prática, fechada, o que impede que petroleiros sigam viagem até seus destinos. ⏳ A interrupção já dura semanas e ocorre mesmo após um cessar-fogo frágil no conflito regional, mantendo investidores em alerta. Decisões de juros Copom O mercado financeiro espera que o Banco Central do Brasil realize um novo corte na taxa básica de juros nesta quarta-feira (29), durante reunião do Comitê de Política Monetária (Copom). 🔎A projeção majoritária é de redução de 0,25 ponto percentual, levando a Selic de 14,75% para 14,5% ao ano — o que marcaria o segundo corte consecutivo. A decisão ocorre em um cenário mais delicado. A guerra no Oriente Médio tem pressionado a inflação global, principalmente por meio da alta do petróleo, que já impacta os preços dos combustíveis no Brasil. Esse contexto faz com que parte dos analistas defenda mais cautela ou até uma pausa no ciclo de queda dos juros. O Banco Central, no entanto, toma suas decisões com base nas projeções futuras de inflação. Com a meta contínua fixada em 3% (com tolerância entre 1,5% e 4,5%), a autoridade monetária avalia se há espaço para estimular a economia sem perder o controle dos preços. Hoje, o mercado projeta inflação de cerca de 4% para o próximo ano, acima do centro da meta. Fed O Federal Reserve (Fed), banco central dos Estados Unidos, manteve a taxa de juros do país inalterada na faixa de 3,50% a 3,75% ao ano — menor nível desde setembro de 2022. A decisão, anunciada nesta quarta-feira (29), veio em linha com a expectativa do mercado financeiro. Foi a terceira reunião consecutiva em que o banco central dos EUA manteve a taxa no mesmo nível. Esta também é a última decisão com Jerome Powell na presidência da instituição. Ele deixará o cargo em 15 de maio, após oito anos no comando e em meio a atritos com Donald Trump. ➡️ A política de juros nos EUA tem reflexos no Brasil. Com as taxas em nível historicamente elevado, cresce a pressão para que a Selic, taxa básica de juros brasileira, permaneça em patamar alto por mais tempo, além de gerar efeitos sobre o câmbio. A gestão de Powell foi marcada por choques relevantes, como a pandemia, a guerra entre Rússia e Ucrânia, além das tensões mais recentes no Oriente Médio, que mantiveram a inflação sob pressão. Nesse cenário, o Fed alternou ciclos de alta e queda de juros para tentar equilibrar controle de preços e atividade econômica. Nos últimos anos, Powell também enfrentou forte pressão política de Donald Trump, que criticou duramente a condução da política monetária e cobrou cortes mais rápidos nos juros. As críticas vieram acompanhadas de ataques públicos e até de uma investigação sobre gastos do Fed, que acabou sendo encerrada sem acusações. Com a saída de Powell, cresce a expectativa sobre a possível mudança de direção na política monetária americana, especialmente com a indicação de um novo presidente alinhado ao governo, Kevin Warsh. Mercados globais Os mercados globais tiveram um dia misto nesta quarta-feira, com desempenho positivo na Ásia e majoritariamente negativo nos Estados Unidos e na Europa, refletindo tanto fatores internos quanto o aumento das tensões geopolíticas no Oriente Médio. Em Wall Street, os principais índices fecharam sem direção única. Enquanto o Dow Jones recuou 0,57% e o S&P 500 caiu 0,04%, o Nasdaq teve ganhos de 0,04%. Já na Europa, os índices encerraram a sessão no nível mais baixo em três semanas, em meio a balanços corporativos mistos, preocupações sobre os efeitos econômicos da guerra no Irã e cautela antes da decisão de juros do Fed. O índice pan-europeu STOXX 600 fechou em queda de 0,60%. Entre os principais mercados da região, o FTSE 100, de Londres, recuou 1,16%, enquanto o DAX, de Frankfurt, caiu 0,27% e o CAC-40, de Paris, perdeu 0,39%. Na Ásia, as bolsas fecharam majoritariamente em alta, puxadas por setores ligados a tecnologia e transição energética. Em Xangai, o índice SSEC subiu 0,71%, aos 4.107 pontos, enquanto o CSI300 avançou 1,10%, aos 4.810 pontos. Em Hong Kong, o Hang Seng teve alta de 1,68%, aos 26.111 pontos. Em Seul, o Kospi subiu 0,75%, aos 6.690 pontos. Já Taiwan registrou queda de 0,55%, aos 39.303 pontos, e Singapura também caiu 0,55%, aos 4.860 pontos. Em Sydney, o S&P/ASX 200 recuou 0,27%, aos 8.687 pontos, enquanto o mercado de Tóquio permaneceu fechado. O desempenho positivo na China foi impulsionado principalmente por ações de terras raras, baterias e energia limpa, com ganhos expressivos após resultados fortes de empresas do setor. Ainda assim, investidores mostraram cautela após o Politburo do Partido Comunista Chinês sinalizar continuidade das políticas atuais, sem novos estímulos imediatos. Dólar Heloise Hamada/G1

FONTE: https://g1.globo.com/economia/noticia/2026/04/30/dolar-ibovespa.ghtml


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