Em 1º discurso de campanha, Flávio Bolsonaro promete ‘tesouraço’, homenageia Jair e critica Lula: ‘Caloteiro da esperança’

  • 16/08/2026
(Foto: Reprodução)
Flávio Bolsonaro começa campanha em Copacabana, no RJ O senador Flávio Bolsonaro (PL) fez no Rio de Janeiro seu 1º discurso da campanha eleitoral de 2026 neste domingo (16), com críticas ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva e pontos de seu programa de governo, como um “tesouraço a partir de janeiro”. “Eu vou organizar essas contas e vou tirar o Brasil do vermelho. Você vai deixar de ter dívida. Eu vou fazer um tesouraço a partir de janeiro do ano que vem. Vai ser corte nos impostos, na burocracia e na corrupção.” Flávio disse que o Brasil “perdeu a soberania” ao criticar a segurança pública e afirmou ser único capaz de “sentar com os Estados Unidos”. A campanha eleitoral começou oficialmente neste domingo, e os candidatos à Presidência já podem pedir votos explicitamente e organizar comícios, carreatas e passeatas. A propaganda na internet também está liberada. Na TV e no rádio, só começa em 28 de agosto. LEIA TAMBÉM: Lula exalta trajetória pessoal e promete combate ao crime organizado Zema defende construir 'superpresídio' e reduzir maioridade penal 📱Baixe o app do g1 para ver notícias do RJ em tempo real e de graça Flávio Bolsonaro lança campanha em Copacabana Pilar Olivares/Reuters Homenagem ao pai Em seu discurso, Flávio homenageou o pai, Jair, diversas vezes. “Sei que pareço com ele [Jair Bolsonaro]. Mas é difícil comparar o filho do Pelé com o Pelé”, discursou. “Eu não sei qual é o medo que eles têm dessa palavrinha mágica chamada ‘Bolsonaro. E eu sempre disse que não precisa ter medo de Bolsonaro, só precisa ter o quê? Ter respeito”, disse. “Hoje todo mundo vê que Bolsonaro nunca foi ameaça para a democracia. Muito pelo contrário: nós sempre fomos o último obstáculo para que esse país não virasse uma ditadura de uma vez por todas”, afirmou. “Imaginem que o presidente Bolsonaro esteja nos vendo nesse momento. Então vamos homenageá-lo, um homem de bem, honesto, incorruptível, que deu o seu melhor para o Brasil e que foi injustiçado cantando assim: ‘Volta, Bolsonaro!’ Pai. Essa é pra você!” Segurança pública 'Não temos mais soberania sobre o celular, o carro, a casa e a própria vida', diz Flávio Flávio falou que o atual governo “briga com todo mundo”. “Mas briga com quem está longe, com países que estão a 10 mil quilômetros de distância da gente, com países que estão em outro continente”. Na sequência, o candidato passou a tratar de segurança pública. “O atual governo não briga com o ladrão de celular, com o traficante, com o estuprador, com o assaltante, com o assassino”, declarou. “Nós perdemos a nossa soberania. Hoje não temos mais soberania sobre o nosso celular, não temos mais soberania sobre o nosso carro, não temos mais soberania sobre a sua bolsa. Você não tem mais soberania hoje sobre a sua casa, não tem soberania na sua rua, não tem soberania sobre a sua vida.” Flávio afirmou que o governo Lula “cortou a verba das Forças Armadas”. “Mais de R$ 4,2 bilhões, dinheiro que foi cortado para proteger as nossas fronteiras. Os fuzis continuam entrando pela fronteira do Brasil com a Bolívia, assim como as drogas que vêm parar aqui no Rio de Janeiro vão parar no Amazonas”, explicou. “Eu te pergunto: quem tem soberania aqui no Complexo do Alemão? O governo ou o Comando Vermelho? Um governo que não tem a capacidade e não tem também a vontade de defender a soberania de quem mora aqui no Brasil não tem condições de manter a soberania sobre o seu próprio território. Ou tá fechado com o crime organizado, ou é muito incompetente”, disse. “Eu vou resgatar a soberania do Brasil, porque eu vou tratar PCC, Comando Vermelho e milícia como organizações terroristas. E ladrão de celular vai ficar oito anos preso, no mínimo.” “Eu vou proteger as mulheres desse Brasil. Quem agride mulher covardemente vai ficar preso. Abusador e estuprador de mulher e de criança vai mofar na cadeia e só vai sair depois que fizer castração química”, acrescentou. Alfredo Gaspar, Flávio Bolsonaro e Douglas Ruas Reprodução/TV Globo Críticas a Lula O senador afirmou que a esperança que Lula prometeu “virou medo”. “As pessoas em situação de rua — dobrou o número de pessoas em situação de rua durante o governo atual — têm que dormir em cima de um pedaço de papelão e se enrolar num cobertor, muitas vezes sob chuva. A esperança para eles virou frio, virou humilhação”, citou. “Aquelas mulheres que acreditaram que o governo do PT ia protegê-las: o que dizer para uma mulher que acreditou no PT e foi abandonada? Que foi assassinada por um vagabundo covarde só pelo simples fato de ser mulher? O que falar pra essa mulher, que é uma das mais de 6 mil mulheres que foram assassinadas durante o governo atual? Para essa mulher a esperança virou morte”, prosseguiu. “O que as pessoas da classe média que acreditaram no PT e hoje estão devendo, não conseguem fazer a pagar a prestação do celular, não consegue pagar a prestação de uma moto do carro. Para a classe média que acreditou nesse governo, a esperança virou dívida.” “O Lula é o caloteiro da esperança.” Brasil ‘endividado’ Flávio declarou que “o povo brasileiro está sofrendo na mão desse atual governo”. “São mais de 80 milhões de famílias de pessoas endividadas.” “Se coloque no lugar de um pai, de uma mãe, que tem R$ 200 contadinhos para ir no mercado com a sua filhinha. Bota o leite no carinho, bota o arroz, bota o feijão, bota uma fralda, bota o sabão em pó. E essa filhinha pede: ‘Mamãe, posso levar um pacotinho de biscoito? Posso levar um Danoninho?’ E aí na hora de passar as compras no caixa, acabou o dinheiro. ‘Dessa vez não vai dar pra levar, devolve na prateleira. Essa é a realidade de milhões de brasileiros”, ilustrou. Para o senador, “aqueles que ainda estão conseguindo comprar estão levando menos comida para casa”. “Um rolo de papel higiênico, que tinha 40 metros, hoje tem 36. Uma barrinha de chocolate, que antes tinha 200 gramas, hoje tem 160. A dúzia de ovos hoje tem 10 ovos. Nem a cervejinha foi poupada, porque uma latinha de 350 ml hoje tem só 269 ml. E a culpa é do Lula”, afirmou. “Isso acontece porque o governo é gastador, porque o governo Lula tá endividando o país. É um governo que a todo momento mete imposto no lombo do povo para aumentar a arrecadação. Com isso, aumentar a sua receita e gastar ainda mais — a consequência é inflação, é endividamento”, destacou. Corrupção O senador afirmou que o povo brasileiro “ainda paga a conta da corrupção”. “Durante o governo do presidente Bolsonaro, as estatais davam lucro — R$ 18 bilhões. No atual governo Lula, as estatais já deram mais de R$ 35 bilhões de prejuízo, e o governo ainda nem acabou”, disse. “É um governo marcado pela corrupção. É Mensalão, é Petrolão, é roubo dos aposentados do INSS. Agora é o Marcolão. A corrupção e o roubo do INSS chegaram dentro do gabinete do presidente da República, que é o Lula”, acusou. Na sequência, citou o candidato a vice na chapa, Alfredo Gaspar. “Ele entende de combate à corrupção. O Alfredo foi promotor de Justiça por 24 anos, foi secretário de Segurança Pública de Alagoas, que por 10 anos consecutivos foi o estado mais violento do Brasil”, descreveu. “Todos os índices de criminalidade começaram a despencar”, destacou. Depois, Flávio lembrou da atuação do vice na CPMI do INSS, da qual foi relator. “O Alfredo estava lá defendendo e protegendo os nossos aposentados do Brasil.” Educação Flávio prometeu dar “uma educação de qualidade para os filhos dos brasileiros”. “A mãe que não tiver condições de botar o seu filho numa creche pública, eu vou dar um voucher para ela botar o seu filho numa creche privada.” O senador também disse que vai “mudar o currículo escolar” para que os jovens “aprendam algo de útil nas suas vidas”. “Eles não podem mais ser transformados em militantes. Eles são estudantes e merecem oportunidade.” O candidato disse ainda que vai trazer “o setor produtivo-privado para dentro das universidades” a fim de “parcerias e investimento em desenvolvimento em pesquisa em tecnologia e inteligência artificial”. “Assim, os nossos jovens, além de um diploma pendurado na parede, vão ter trabalho.” Saúde “Nós vamos ter um protocolo eletrônico unificado para que toda a rede de saúde pública e privada esteja na palma da sua mão, para você saber aonde você pode fazer a cirurgia mais rápido e não mais ficar enfrentando fila”, prometeu. Ele ainda falou em “atualizar a tabela do SUS”. Supremo Flávio lembrou que, no próximo mandato presidencial, haverá a troca de 4 ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). “Eu vou indicar homens e mulheres que serão contra o aborto e contra a liberação das drogas. Não vão perseguir adversário político e voltarão a respeitar a Constituição, dando segurança jurídica no nosso país.” Política externa Flávio afirmou ser “o único candidato com capacidade de resgatar a credibilidade do Brasil perante o mundo”. “Eu sou o único que pode sentar com os Estados Unidos, com a China, com Israel, com o Oriente Médio, com a Índia e com a Argentina e fazer os melhores e maiores acordos comerciais pelo bem da nossa nação.”

FONTE: https://g1.globo.com/rj/rio-de-janeiro/eleicoes/2026/noticia/2026/08/16/primeiro-discurso-de-campanha-flavio-bolsonaro.ghtml


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