Fachin autoriza retirada de sigilo de mais uma frente de investigação do caso Master

  • 14/09/2026
(Foto: Reprodução)
O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, autorizou nesta sexta-feira (14) a retirada do sigilo de mais uma frente de investigação do caso Master. A determinação ocorre após parecer favorável da Procuradoria-Geral da República (PGR). A investigação trata sobre a rede de pagamentos do banqueiro Daniel Vorcaro, que está preso em Brasília, e da instituição financeira extinta. O STF já tornou públicos 53 procedimentos de apurações relacionados ao caso Master. A retirada dos sigilos foi concluída após pedido do presidente da Corte, ministro Edson Fachin. Agora no g1 A PGR respondeu a um pedido feito pelo ministro Alexandre de Moraes, nesse domingo (13). Ele pediu o levantamento do sigilo do inquérito antes do julgamento desta terça-feira (15), marcado para discutir se a Corte deve apurar a relação dele com o banqueiro. A solicitação foi enviada a Fachin, responsável pela condução do caso. O magistrado enviou o pedido para manifestação da PGR, que defendeu a retirada do sigilo. O que diz a PGR A manifestação é assinada pelo vice-procurador-geral da República, Hindenburgo Chateabriand Filho. Ele diz que a PGR não tinha se manifestado a favor dessa retirada de sigilo anteriormente porque não tinha ciência de que o documento existia. A procuradoria tem se manifestado a favor de todos os pedidos de retirada de sigilo. "Como se trata de documento tido como relevante para que Ministro desse Tribunal possa compreender a totalidade dos fatores que o tema a ser debatido envolve, em coerência com as premissas do parecer anterior, a Procuradoria-Geral da República entende que também deve ser retirado o sigilo", diz. Os ministros Alexandre de Moraes e André Mendonça durante sessão plenária do STF no dia 17 de outubro de 2024 Antonio Augusto/STF Está previsto para esta terça-feira (15) o julgamento pelo STF sobre as mensagens reveladas pela PF entre Moraes e Daniel Vorcaro. Na semana passada, Fachin convocou uma sessão do plenário da Corte para discutir no plenário o relatório da Polícia Federal (PF) que apontou uma suposta relação entre o ministro e o ex-banqueiro preso. O material foi produzido por determinação de André Mendonça e provocou uma crise sem precedentes no Supremo por conta das investigações do Master. Relatório da PF A Procuradoria-Geral da República já se manifestou, no Supremo, a favor de que o relatório produzido por Mendonça seja arquivado sob o argumento de que a sua produção foi irregular. Isso porque, conforme a PGR, a elaboração foi determinada pelo ministro, dentro das investigações do caso Master, sem comunicação prévia à Presidência, sem submissão ao plenário e com suposto direcionamento. Um vício, ou seja, uma falha na origem do relatório, poderia fazer com que os ministros sequer discutissem se as mensagens justificam a abertura de uma investigação, ou se seria necessário ter acesso às mensagens de Moraes em resposta a Vorcaro para a apuração ser aberta. Ao longo das investigações, a PF localizou 52 mensagens de 21 de dezembro de 2023 a 17 de novembro de 2025 – data em que o banqueiro Daniel Vorcaro foi preso pela primeira vez. O relatório da PF afirma que o ministro atuou diretamente na análise e na edição de um contrato de R$ 130 milhões, assinado entre o Banco Master e o escritório de advocacia Barci de Moraes, de Viviane Barci, esposa do ministro.

FONTE: https://g1.globo.com/politica/noticia/2026/09/14/pgr-se-manifesta-a-favor-de-retirada-de-sigilo-sobre-rede-de-pagamentos-de-vorcaro-1.ghtml


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