Gravador de câmeras de segurança de prédio de corretora desaparecida é levado para perícia, diz polícia
22/01/2026
(Foto: Reprodução) Gravador de câmeras de segurança de prédio de corretora desaparecida é levado para perícia
O gravador de câmeras de segurança do prédio onde mora a corretora desaparecida Daiane Alves Souza, de 43 anos, foi levado para passar pela perícia, informou o delegado André Luiz Barbosa à TV Anhanguera. Daiane está desaparecida há mais de um mês. Ela foi vista pela última vez, quando foi até o subsolo do prédio em que mora em Caldas Novas, no sul de Goiás.
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“O DVR foi apreendido para a gente certificar se não houve nenhum tipo de adulteração e, se houve, qual foi e em que momento foi, se existiam imagens que poderiam estar perdidas e que não tenham sido passadas para a Polícia Civil”, contou o delegado.
Além do gravador das câmeras de segurança, a Polícia Civil recolheu também os objetos pessoais que estavam no apartamento da corretora. A mãe de Daiane, Nilse Alves Pontes, de 61 anos, disse que uma escova de cabelo da filha foi levada para realizar análise de DNA.
Corretora desaparecida
Imagens mostram corretora momentos antes de desaparecer, em Caldas Novas
A corretora de imóveis Daiane Alves foi vista pela última vez no dia 17 de dezembro, após ela ir até o subsolo do prédio para restabelecer a energia, pois o seu apartamento estava sem luz. Quando desceu para o subsolo, ela gravou vídeos mostrando o apartamento sem energia elétrica, enviou-os para uma amiga e disse que iria religar o padrão de energia, no subsolo do prédio.
Além dos vídeos que a corretora gravou, as imagens das câmeras de monitoramento do prédio mostram quando ela entrou no elevador conversando, depois passou pela portaria e falou com o recepcionista sobre a falta de energia. Ela voltou ao elevador e desceu para o subsolo (veja acima).
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Corretora desaparecida deixou porta do apartamento aberta e depois mãe a encontrou fechada
Daiane Alves Souza, de 43 anos, foi vista pela última vez dia 17 de dezembro
Arquivo pessoal/Nilse Alves Pontes
A mãe de Daiane tinha combinado com a filha que iria para Caldas Novas no dia seguinte, 18, para conversarem sobre as locações para o Natal e para a virada de ano. Mas, ao chegar ao apartamento, Nilse não encontrou a filha. Ela contou que a filha deixou a porta do apartamento aberta, mas a porta foi encontrada trancada.
No mesmo dia, a família registrou um boletim de ocorrência. Segundo Nilse, a filha tinha desavenças com pessoas do prédio. “Tivemos no ano de 2025 muitos problemas que geraram processos contra o condomínio do prédio onde moramos. Processos que tramitam na justiça de Caldas”, disse.
Conflitos com moradores do prédio
A corretora de imóveis Daiane Alves Souza, de 43 anos, desaparecida desde 17 de dezembro de 2025, em Caldas Novas, enfrentava um conflito com moradores do prédio onde vivia. Antes do sumiço, uma assembleia do condomínio chegou a aprovar a expulsão da moradora, decisão que acabou sendo suspensa pela Justiça.
Em agosto de 2025, os moradores do prédio realizaram uma Assembleia Geral Extraordinária que decidiu, por maioria, pela expulsão da corretora do condomínio. A decisão previa que Daiane deixasse o edifício no prazo de até 12 horas e mantivesse distância da área da recepção.
A corretora entrou com ação na Justiça alegando irregularidades na convocação da assembleia e ausência de direito de defesa. Em resposta, o Judiciário suspendeu os efeitos da decisão até a análise completa do caso e entendeu que a moradora não teve chance de se defender. A Justiça também entendeu que a assembleia pode não ter seguido as regras do próprio condomínio, como o prazo e a forma de convocação prevista no regimento.
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