Guerra no Oriente Médio: pela primeira vez, rebeldes houthis do Iêmen realizam ataques
28/03/2026
(Foto: Reprodução) Rebeldes do Iêmen disparam mísseis contra Israel
A guerra no Oriente Médio ganhou hoje novos personagens, que até então não tinham se envolvido no conflito. Rebeldes do Iêmen, aliados do Irã, dispararam mísseis contra Israel, e ameaçaram fechar uma das mais importantes rotas do comércio mundial.
Quatro semanas depois do início do conflito, ele se amplia ainda mais.
Pela primeira vez, os rebeldes houthis, do Iêmen, assumiram um ataque com mísseis, que foram interceptados pelas defesas de Israel.
As avaliações são de que os houthis podem complicar a situação e abrir uma nova frente para os Estados Unidos.
Guerra no Oriente Médio: pela primeira vez, rebeldes houthis do Iêmen realizam ataques
Reprodução/Jornal Nacional
O grupo atua em uma região estratégica do Mar Vermelho, por onde passa uma das principais rotas de transporte do comércio mundial. Se fecharem, a crise poderá ser imediata.
Os navios saem da Ásia China, Índia, sobem pelo Oceano Índico, passam por um gargalo estratégico: o estreito de Bab el-Mandeb. Entram no Mar Vermelho, sobem até o canal de Suez, no Egito e dali seguem para a Europa.
O estreito tem cerca de 30 km de largura em alguns trechos. Fica colado ao território controlado pelos houthis no Iêmen.
Qualquer ataque ali interrompe a rota inteira. O que torna mais grave é que não são só o petróleo e o gás natural que passam por ali, mas os eletrônicos da China, peças automotivas, máquinas industriais, roupas, eletrodomésticos. Basicamente tudo o que abastece as lojas europeias — também alimentos e insumos.
Os houthis são financiados pelo Irã. E já provocaram interrupções no tráfego com ataques a navios durante o conflito na Faixa de Gaza.
A rota alternativa, contornando o continente africano, aumentaria muito os custos e o tempo do frete, e pressionaria americanos e europeus a fornecer uma escolta militar.
Israel e Estados Unidos continuaram a atingir alvos no Irã, além de instalações industriais e nucleares.
A universidade de Teerã ficou destruida. O Crescente Vermelho iraniano afirmou que dezenas de áreas residenciais foram atingidas.
Como resposta, mísseis iranianos cruzaram o céu de Israel. Um policial israelense disse que Irã disparou um míssil balístico de fragmentação contra área densamente povoada.
Prédios e lojas ficaram danificados em Tel Aviv. Explosões foram vistas no céu sobre a Cisjordânia. Sirenes de alerta soaram em Jerusalém.
Nos Emirados Árabes, destroços de mísseis provocaram incêndios e deixaram feridos. O aeroporto do Kuwait voltou a ser alvo.
Em Omã, um ataque de drone atingiu o porto de Salalah. As operações foram suspensas.
Israel também aumentou os ataques ao Líbano. Segundo a Organização Mundial da Saúde, nove paramédicos estão entre as vítimas.
Um outro ataque matou três jornalistas. Segundo militares israelenses, um deles era um terrorista do grupo Hezbollah.
Autoridades libanesas disseram que outros ataques mataram seis pessoas. Moradores foram orientados a deixar áreas ao sul do rio Zahrani.
Como resposta, o Hezbollah lançou foguetes contra o norte de Israel e feriu nove militares israelenses.