Heineken anuncia corte de até 6 mil empregos após queda nas vendas de cerveja
11/02/2026
(Foto: Reprodução) Garrafas de cerveja da marca Heineken
REUTERS/Daniel Becerril
A Heineken anunciou nesta quarta-feira (11) que pretende cortar até 6.000 postos de trabalho em sua operação global e projetar um crescimento menor dos lucros em 2026 em relação ao ano anterior.
A decisão ocorre em meio à demanda fraca por cerveja, cenário que também afeta seus principais concorrentes.
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As demissões representam quase 7% do quadro global, formado por cerca de 87 mil funcionários. A empresa, que é a segunda maior cervejaria do mundo em valor de mercado, também busca um novo presidente-executivo após a renúncia inesperada de Dolf van den Brink, em janeiro.
Fabricante das marcas Tiger e Amstel, além da cerveja que leva seu nome, a Heineken afirmou que pretende crescer com menos recursos, numa tentativa de responder às críticas de investidores que consideram a companhia menos eficiente do que seus rivais.
Ao mesmo tempo, o setor enfrenta queda nas vendas devido à pressão sobre o orçamento dos consumidores e a condições climáticas desfavoráveis registradas recentemente.
A concorrente Carlsberg também anunciou cortes de empregos. Outras empresas do segmento de bebidas alcoólicas vêm reduzindo custos, vendendo ativos e diminuindo a produção após vários anos de desempenho fraco nas vendas.
As ações da Heineken subiam cerca de 4%, acumulando valorização de aproximadamente 7% desde o fim de 2025.
Impulso à produtividade
A companhia informou que seu programa de produtividade deve gerar economias e reduzir o número de funcionários em entre 5.000 e 6.000 pessoas nos próximos dois anos.
“Estamos fazendo isso para fortalecer nossas operações e poder investir no crescimento”, afirmou o diretor financeiro Harold van den Broek durante uma teleconferência para apresentação dos resultados anuais.
Segundo ele, parte dos cortes ocorrerá na Europa e em mercados considerados menos estratégicos, com menor potencial de expansão. Outra parcela virá de medidas já anunciadas para a cadeia de suprimentos, a sede e as unidades regionais.
Para 2026, a Heineken espera um crescimento dos lucros entre 2% e 6%, abaixo da faixa projetada para 2025, de 4% a 8%. Na semana passada, a Carlsberg divulgou estimativa semelhante para o próximo ano.
A empresa também informou que seu lucro operacional anual ficou acima das previsões: avançou 4,4% em 2025, superando a expectativa dos analistas, que era de 4%.
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