Homem entrega arma de airsoft à polícia após briga em condomínio em Teresina
25/08/2026
(Foto: Reprodução) Homem aponta arma para jovens durante briga em condomínio de Teresina
A arma de airsoft, ou de pressão, que teria sido apontada por David Macêdo, de 43 anos, para jovens durante uma briga em um condomínio na Zona Leste de Teresina foi entregue por ele à Polícia Civil na segunda-feira (24).
🔎 Armas de airsoft são réplicas não letais de armas de fogo. Geralmente usadas em jogos de simulação militar, podem ser pistolas, rifles, snipers, escopetas ou metralhadoras, com funcionamento a mola, elétrico ou a gás.
Segundo a delegada Amanda Bezerra, responsável pelo caso, apenas a perícia poderá confirmar se a arma é a mesmo utilizada na confusão registrada em vídeos compartilhados nas redes sociais.
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O caso aconteceu na noite de sexta-feira (21). A ocorrência foi registrada na Casa da Mulher Brasileira e encaminhada à Polícia Civil do Piauí.
Nicole Castro, de 18 anos, denunciou ter sido atingida na testa pela arma após um desentendimento que iniciou com uma discussão sobre o volume do som na área de lazer do condomínio. A defesa de David afirma que o objeto mencionado é “de brinquedo” e alegou que ele foi atacado por cerca de 15 pessoas.
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Discussão começou em grupo de WhatsApp do condomínio
Homem aponta arma para jovens durante briga em condomínio de Teresina
Reprodução/Redes Sociais
Segundo Nicole, a discussão começou em um grupo de WhatsApp do condomínio após o morador reclamar do volume do som. Ela contou que, por volta das 22h30, ele foi até a área de lazer e pediu que o som fosse reduzido. O pedido foi atendido e o equipamento foi desligado, mas a discussão continuou no aplicativo.
Conforme o relato da jovem, um amigo foi conversar com o morador sobre a situação. Ela afirmou que o homem empurrou o rapaz. Outros jovens que estavam no local se levantaram para defendê-lo, mas, segundo Nicole, ninguém havia agredido o morador até então.
Nicole relatou que o homem deixou o local dizendo que voltaria ao apartamento. Quando retornou, segundo ela, estava armado e passou a agredir dois rapazes, um deles menor de idade.
A jovem afirmou que pegou o celular para registrar a confusão. Segundo ela, ao perceber que estava sendo filmado, o homem tomou o aparelho e o arremessou. Em seguida, foi em sua direção.
“Diante de toda a situação, das ofensas anteriores, do histórico de comportamentos que eu já vinha enfrentando e, naquele momento, ao presenciar as agressões contra os rapazes, acabei indo em direção a ele para confrontá-lo”, contou.
Nicole afirmou que foi atingida na testa pelo objeto nesse momento. Segundo ela, o golpe provocou um corte e sangramento.
A jovem também disse que há testemunhas e documentos que podem ajudar a esclarecer o caso. Ela ressaltou ainda que o som que motivou a discussão não era dela, mas de outro grupo que participava da confraternização na área de lazer.
Segundo Nicole, o histórico citado por ela envolve episódios anteriores em que teria sido alvo de comportamentos que considerava invasivos por parte do vizinho.
“Desde que cheguei ao condomínio, ele apresentava comportamentos que considero inadequados e invasivos, como ficar me observando insistentemente, fazendo investidas e me assediando verbalmente na área de lazer sempre que nos encontrávamos”, relatou.
Defesa contesta versão
Em nota, a defesa afirmou que o morador acionou a polícia e permaneceu por horas aguardando na portaria do condomínio. Segundo os advogados, ao tentar voltar para o apartamento, ele teria sido impedido por cerca de 15 pessoas que participavam de uma festa.
Os advogados também afirmaram que o grupo atacou o morador e lançou garrafas e pedras contra ele e o veículo. A defesa afirmou que o ataque provocou danos no carro e gerou um prejuízo de aproximadamente R$ 40 mil.
Segundo a delegada Amanda Bezerra, o vídeo que mostra moradores atacando o carro do suspeito foi incluído aos autos do processo.
Os advogados acrescentaram que medidas já estão sendo adotadas para esclarecer o caso e responsabilizar os envolvidos.
*Vitória Bacelar, estagiária sob supervisão de Ilanna Serena.
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