Investigado por aplicar golpes de mais de R$ 3,5 milhões em Sergipe é preso após parceria com Interpol
27/05/2026
(Foto: Reprodução) Polícia Civil em Sergipe
SSP/SE
Um homem investigado por aplicar golpes que causaram prejuízos de mais de R$ 3,5 milhões em Aracaju foi preso na cidade de Rio Branco, no Uruguai, nesta quarta-feira (27), após uma ação conjunta das polícias Civil de Sergipe, Federal e Interpol.
Segundo a polícia, as investigações começaram em 2024 e o suspeito trabalhava como assessor de investimentos em uma empresa renomada da capital sergipana. Ele é suspeito de cometer estelionato contra cerca de 20 pessoas.
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“As vítimas realizaram investimentos financeiros no qual o suspeito prometia rendimentos de até 2% ao mês. Com o avanço das investigações, ficou constatado que elas foram convencidas a aplicar os valores na conta pessoal do suspeito”, afirmou a delegada Suirá Paim.
Ainda de acordo com ela, o investigado utilizava a experiência no mercado financeiro para conquistar a confiança dos clientes. A desconfiança surgiu quando os rendimentos deixaram de ser pagos e os investidores não conseguiram resgatar os valores aplicados.
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Durante as investigações, o suspeito foi intimado para prestar esclarecimentos, mas não compareceu à delegacia e também não foi localizado nos endereços cadastrados em Aracaju.
O delegado Jorge André Santos Figueiredo afirmou que, após o avanço das investigações, a polícia descobriu que o investigado havia deixado o país. A partir disso, foi acionado o Núcleo de Cooperação Internacional da Polícia Federal em Sergipe, para inclusão do nome do suspeito na difusão vermelha da Interpol.
“Ele passou a ser procurado em 196 países membros e, após outras informações, foi localizado na cidade de Rio Branco, no Uruguai, vizinho da cidade de Jaguarão, no Rio Grande do Sul”, explicou.
As investigações também apontaram que a empresa na qual o suspeito trabalhava não tinha conhecimento das negociações paralelas realizadas por ele. “A empresa ficou surpresa quando tomou conhecimento desses fatos e ele foi demitido”, concluiu a delegada Lauana Guedes.