Júri de investigador acusado de matar policial militar em conveniência de MT chega ao 3º dia; saiba o que aconteceu até agora
14/05/2026
(Foto: Reprodução) Vídeo mostra o momento que Mario mata Thiago em conveniência de posto em Cuiabá
O julgamento do investigador da Polícia Civil Mário Wilson Vieira da Silva Gonçalves, acusado de matar o policial militar Thiago de Souza Ruiz em Cuiabá, chegou ao terceiro dia nesta quinta-feira (14). O caso é analisado pelo Tribunal do Júri após o processo ter sido reiniciado, depois de uma suspensão em dezembro do ano passado por conflitos entre defesa e acusação durante a sessão.
O policial civil é acusado de matar Thiago a tiros em abril de 2023, em uma conveniência de posto de combustível ao lado da Praça 8 de Abril, em Cuiabá. Segundo a investigação, Thiago de Souza Ruiz foi socorrido e levado para um hospital particular, mas não resistiu aos ferimentos. Após o crime, o investigador se apresentou à polícia e entregou as armas. Mário Wilson foi preso em flagrante por homicídio qualificado ainda no dia do crime.
Saiba o que aconteceu nos três dias no Tribunal do Júri:
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1º dia- 12/05
Durante o depoimento, o investigador Walfredo se emocionou ao lembrar do caso e pediu desculpas à mãe de Thiago, que acompanha o júri, por não ter conseguido salvar o amigo.
Alair Ribeiro/ TJMT
No primeiro dia, quatro pessoas foram ouvidas. Entre as testemunhas estão:
ex-convivente da vítima, Walkuíria Filipaldi Corrêa;
delegado plantonista da Delegacia Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) no dia do crime, André Eduardo Ribeiro;
Gilson Vasconcelos Tibaldi de Amorim Silva, presente no momento dos disparos;
Walfredo Raimundo Adorno Mourão Júnior, também presente no momento dos disparos.
Durante o depoimento, o investigador Walfredo se emocionou ao lembrar do caso e pediu desculpas à mãe de Thiago, que acompanha o júri, por não ter conseguido salvar o amigo.
2º dia- 13/05
A acusação também contou com a participação do advogado assistente da família da vítima, Rodrigo Pouso.
Alair Ribeiro/TJMT
Durante a sessão, foram ouvidos os delegados da Polícia Civil José Ricardo Garcia Bruno (superior hierárquico do réu, na época do fato), Guilherme Bertoli, André Monteiro e Guilherme Facinelli.
A acusação também contou com a participação do advogado assistente da família da vítima, Rodrigo Pouso.
3º dia- 14/05
No terceiro dia de julgamento, o réu apresentou pela primeira vez a versão dele sobre o crime ocorrido em abril de 2023, em Cuiabá.
Alair Ribeiro/TJMT
No terceiro dia de julgamento, o réu apresentou pela primeira vez a versão dele sobre o crime ocorrido em abril de 2023, em Cuiabá. Durante o depoimento, Mário Wilson afirmou que conheceu Thiago em um encontro casual no dia do crime e que passou a desconfiar da identidade dele como policial militar. Segundo o réu, a vítima estava alterada e armada, o que teria aumentado a tensão.
O acusado disse que tomou a arma de Thiago para tentar conter a situação e que, em seguida, os dois entraram em luta corporal. Ainda conforme o depoimento, os disparos aconteceram enquanto ele estava no chão, sendo imobilizado pela vítima. A defesa sustenta que o policial civil agiu em legítima defesa. O momento foi encenado ao júri (veja imagem abaixo).
Mário Wilson encena momento em que teria sido supostamente imobilizado pela vítima.
Alair Ribeiro/TJMT
O interrogatório do réu estava previsto para começar pela manhã, mas foi adiado após o Ministério Público solicitar o depoimento do sargento da Polícia Militar Éder Leal Caetano, comandante do batalhão onde Thiago atuava em Acorizal. O objetivo foi esclarecer a origem da arma usada no crime.
Na sequência, a defesa também pediu o depoimento do coronel Marcos Eduardo Ticianel Paccola. O pedido foi autorizado pelo juiz, desde que não fossem incluídas novas testemunhas.
Próximos passos
Na noite desta quinta-feira (14), o julgamento entrou na fase de debates entre acusação e defesa após o encerramento do depoimento do réu.
O Ministério Público e a defesa terão 90 minutos cada para apresentar as sustentações. Depois, haverá réplica e tréplica de uma hora para cada lado.
Após os debates, os jurados vão votar os quesitos para definir a condenação ou absolvição do acusado.
A expectativa do juiz é encerrar o julgamento ainda nesta quinta-feira (14).
Relembre o caso
O policial militar foi socorrido e encaminhado a um hospital particular, mas não resistiu e morreu
Reprodução
Em abril de 2023, as equipes do Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP) e da Corregedoria-Geral foram acionadas para atender uma ocorrência de homicídio na conveniência de um posto de combustível ao lado da Praça 8 de abril, na capital.
Segundo a polícia, Thiago foi socorrido e encaminhado para um hospital particular, onde foi realizado procedimento de reanimação, mas ele não resistiu aos ferimentos.
Na época, a PM informou que uma equipe foi até o hospital e encontrou o policial suspeito, que entregou as armas.
O policial civil foi preso em flagrante por homicídio qualificado, ainda no dia do crime, após se apresentar na delegacia.