O que se sabe sobre o caso da jovem que foi resgatada de cárcere privado em Palmas
13/08/2026
(Foto: Reprodução) Polícia Militar resgata jovem que era mantida em cárcere privado em Palmas
Uma mulher de 18 anos foi resgatada após denunciar que era mantida em cárcere privado pelo companheiro, de 19 anos, que conheceu em um jogo online. Ela saiu de Londrina, no Paraná, para morar com o suspeito em Palmas, região central do Tocantins.
O suspeito, que não teve o nome divulgado, foi preso em flagrante por cárcere privado. A defesa dele, em contato com a TV Anhanguera, negou as acusações e classificou o episódio como um "desentendimento do casal".
Veja o que se sabe sobre o caso da jovem que foi mantida em cárcere privado.
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Como a jovem conheceu o suspeito?
De acordo com a Polícia Militar, os dois se conheceram por meio de um aplicativo de jogos online que simula a vida real e possibilita a interação entre usuários por chat. Após iniciarem contato pela plataforma, a jovem foi convencida a deixar seu estado para morar com o homem em Palmas.
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Reprodução/TV Anhanguera
Quando a privação de liberdade e agressões começaram?
A situação de privação de liberdade começou logo após a chegada dela ao Tocantins. Segundo a Secretaria de Segurança Pública (SSP), a jovem estava em Palmas desde o início do ano. Ela afirmou que sofria agressões enquanto vivia com o companheiro em uma kitnet na região central de Palmas.
Durante o atendimento, um policial perguntou à jovem se ela estava sofrendo violência e se queria ir embora. Ela respondeu que queria. Em seguida, ao ser questionada novamente se tentava deixar o local, afirmou: "Tô tentando ir embora já faz uns meses".
De acordo com os relatos, a jovem vivia sob constante vigilância em uma kitnet na região central da cidade. Ela contou que teve o celular quebrado e conseguiu pedir ajuda à família usando o aparelho do companheiro.
O que a família fez ao descobrir a situação?
A vítima conseguiu entrar em contato com a família e, posteriormente, apagou as mensagens para que o homem não descobrisse. Segundo a polícia, ela pedia para que os parentes não retornassem às mensagens para evitar que o suspeito descobrisse a interação.
Diante do alerta, a família entrou em contato com a polícia paranaense. “A polícia do Paraná fez contato aqui e, dessa forma, a gente soube da situação que estava ocorrendo aqui em Palmas”, explicou o tenente-coronel Gustavo Bolentini.
A irmã da jovem relatou à TV Anhanguera que a vítima sofria agressões e ameaças de morte. Segundo o relato, o suspeito dizia que, se ela tentasse ir embora, "poderia ir, mas iria morta". Além da violência física, a jovem, que é diabética, relatou que teve a insulina escondida pelo agressor.
Como aconteceu o resgate?
Após receber informações da polícia paranaense, equipes militares foram até o endereço indicado para averiguar uma possível situação de violência doméstica.
A polícia constatou que a vítima estava privada de seus direitos básicos e impedida de utilizar o próprio telefone celular. A vítima foi resgatada e encaminhada para a Casa da Mulher Brasileira, onde recebeu acolhimento e proteção.
O que aconteceu com o suspeito?
Após as providências legais cabíveis, o homem foi encaminhado para a Unidade Penal Regional de Palmas, onde aguardará manifestação da Justiça. O advogado dele alegou que a jovem tinha liberdade de locomoção e acesso a meios de comunicação. A defesa afirma ainda que o homem chegou a oferecer uma passagem de volta para a cidade de origem dela.
O caso foi tipificado como cárcere privado?
O caso foi tipificado como cárcere privado na sua forma qualificada, por envolver restrição do direito de ir e vir contra cônjuge ou companheira.
A vítima vai reencontrar a família?
Com o apoio financeiro da família, a Delegacia da Mulher está coordenando os trâmites para que ela possa retornar ao seu estado.
Casa da Mulher Brasileira em Palmas
Divulgação/Flávio Cavalera/Governo do Tocantins
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