Perito é investigado por aplicar golpes de mais de R$ 2 milhões no Paraná

  • 05/02/2026
(Foto: Reprodução)
Perito investigado vira réu por posse ilegal de arma O perito Marlon de Lima Cunha está sendo investigado por aplicar golpes que resultaram em um prejuízo de mais de R$ 2 milhões para as vítimas, segundo a Polícia Civil. No fim de janeiro, ele foi alvo de uma operação que cumpriu oito mandados de busca e apreensão em endereços ligados a ele em Fazenda Rio Grande, na Região Metropolitana de Curitiba. O objetivo era desarticular um esquema criminoso que, segundo a polícia, era chefiado por Marlon. O perito foi preso em flagrante após os policiais encontrarem na casa dele uma arma de fogo calibre 9 mm, municiada e com dois carregadores. Por conta disso, ele se tornou réu por posse ilegal de arma. ✅ Siga o canal do g1 PR no WhatsApp Segundo a polícia, em um dos casos investigados, os integrantes do grupo criminoso ganharam a confiança da vítima oferecendo serviços de assessoria contábil, jurídica e administrativa. Depois, quando tinham acesso ao controle de contas bancárias, os criminosos faziam a transferência de dinheiro para a conta da empresa Perícias Paraná LTDA. Para construir a imagem de autoridade, os suspeitos usavam distintivos, camisetas e coletes balísticos com inscrições de "Perícia Criminal", simulando uniformes oficiais. "Eles costumavam usar, dentro das instalações da empresa e também fora, vestimentas com escritos que levavam as pessoas a acreditarem que se tratavam de alguma autoridade pública, policial ou até do Tribunal de Justiça. Usavam coletes que aparentavam ser balísticos — muitos nem tinham proteção, apenas aparentavam —, além de distintivos e carteira funcional. Com os documentos apreendidos, identificamos uma série de condutas. Eles utilizavam esse modus operandi para passar a sensação de que realmente eram autoridades públicas", detalhou o delegado Murilo Camargo. Segundo polícia, perito usava distintivos, camisetas e coletes balísticos simulando uniformes oficiais Redes Sociais Segundo Camargo, a arma apreendida durante a operação pertencia, inclusive, a uma das vítimas. "Ele foi ameaçado a entregar a arma sob [ameaça de uma falsa] pena de prisão", explicou. Depois da divulgação do caso, duas outras vítimas procuraram a polícia. A investigação apura os crimes de organização criminosa, estelionato, extorsão e usurpação da função pública. Conforme a polícia, Marlon de Lima Cunha está em prisão domiciliar após alegar problemas de saúde. LEIA TAMBÉM: Vídeo: Homem furta caminhão, dirige pela contramão, bate em ônibus e sai do veículo sem calça, em Curitiba Previsão do tempo: Paraná tem alerta de chuva intensa no litoral e onda de calor em 40 cidades Crime: Brasileiro que estuda medicina no Paraguai é preso pela segunda vez em uma semana transportando mais de 100 celulares irregulares Polícia apreendeu distintivos, camisetas e coletes balísticos com inscrições de 'Perícia Criminal' RPC Investigado nega o crime Por meio de nota, o advogado Wilder Bueno Pinheiro, que representa a empresa Perícias Paraná LTDA. e o investigado Marlon de Lima Cunha, negou os crimes. Segundo o advogado, Marlon possui cadastro como Auxiliar de Justiça no Tribunal e presta serviços há anos em Fazenda Rio Grande. O advogado afirma ainda que ele não se passava por autoridade pública, mas utilizava vestimentas de trabalho como perito, sem o objetivo de intimidar ninguém. Conforme o advogado, todos os sócios e colaboradores da empresa têm cadastro de Auxiliar de Justiça. Em relação à investigação sobre o desvio de R$ 2 milhões de uma empresa, o advogado afirmou que a Perícias Paraná foi contratada pela suposta vítima e que "jamais atuou de forma a lesar qualquer cliente ou parte, bem como, jamais admitiu tal situação, sendo que, o acusado, como perito integrante da empresa jamais realizou qualquer das situações relatadas". O advogado negou também que o investigado utilizava falso cargo para não pagar a conta em restaurantes. "Jamais desviou dinheiro de seus clientes e, muito menos constitui grupo criminoso, sendo todas inverdades apresentadas, sendo, cada integrante, pessoa de bem que já atuaram em diversos processos e, inclusive estando nomeados pelo TJPR. Importantíssimo apresentar inclusive que todas as transações realizadas eram autorizadas pelo empresário, bem como, sendo o mandante de todas as transações realizadas, inclusive enviando boletos para pagamento sob sua responsabilidade", diz a nota. A advogada Thaise Mattar Assad, que representa a vítima no caso citado, afirmou que o cliente é "comprovadamente vítima de diversos golpes perpetrados pelos investigados". Disse ainda que a expectativa é que a investigação policial seja concluída em breve e que os autores dos crimes sejam responsabilizados criminalmente, nas formas da lei. O Tribunal de Justiça do Paraná afirmou que não consta do sistema nenhum servidor com esse nome e que nunca autorizou nenhum servidor ou perito a utilizar a logo da instituição. VÍDEOS: Mais assistidos do g1 Paraná Leia mais notícias no g1 Paraná.

FONTE: https://g1.globo.com/pr/parana/noticia/2026/02/05/perito-e-investigado-por-aplicar-golpes-de-mais-de-r-2-milhoes-no-parana.ghtml


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