Piloto que sobreviveu a acidente de avião deixou monomotor logo após queda e pediu água para lavradores
25/08/2026
(Foto: Reprodução) Avião de pequeno porte cai e pega fogo na Grande BH
Lavradores foram algumas das testemunhas do acidente com o avião que caiu e pegou fogo na zona rural de Mateus Lemes, na Grande BH, nesta terça-feira (25). O sistema de paraquedas da aeronave reduziu o impacto da queda e fez com que o piloto, Gustavo Couto de Salles Victor Filho, de 29 anos, saísse praticamente ileso (veja vídeo acima).
"A gente não sabia para onde correr, porque pensou que ele [o avião] ia cair no meio da gente [...]. Ficamos com medo de ter muita gente lá dentro, e graças a Deus só tinha o piloto [...]. Ele viveu de novo, ele nasceu outra vez", disse Fabrícia Macieira em entrevista à TV Globo.
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O piloto era o único ocupante do monomotor e foi socorrido, inicialmente, por pessoas da região, a quem pediu água.
"Foi bom ver que ele não tinha se machucado. Ele conversou e pediu água. Demos a ele água", contou o lavrador Mateus Macieira, que ajudou no resgate.
Segundo o Corpo de Bombeiros, Gustavo foi levado para atendimento médico consciente e orientado, sem queixas de dores ou escoriações. Ele foi transferido da UPA de Mateus Leme para o Hospital João XIII, em Belo Horizonte, onde recebeu oxigênio devido à inalação de fumaça, ficou em observação e, até a última atualização desta reportagem, passava bem.
"Eu pedi várias vezes: 'dá livramento' [...]. Eu creio que Jesus colocou a mão ali, porque foi terrível de ver o fogo, a fumaça, né?!", relatou a lavradora Maura Pereira da Silva, que também presenciou o acidente.
O acidente
Gif mostra queda de aeronave em área rural da Grande BH
Reprodução
O avião de pequeno porte decolou do Aeroporto da Pampulha, em Belo Horizonte, e seguia para Bom Despacho, no Centro-Oeste do estado, quando caiu no distrito de Serra Azul, em Mateus Leme, na Grande BH, durante a manhã.
Vídeos feitos por testemunhas mostram o monomotor com o paraquedas ativado e muita fumaça. O sistema é um equipamento de série do modelo Cirrus Design SR22 e ajuda a reduzir o impacto de uma eventual queda (leia mais abaixo). Após tocar o solo, a aeronave pegou fogo por completo e ficou destruída.
A Força Aérea Brasileira (FAB) informou que o Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa) foi acionado para investigar o ocorrido.
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Sistema de paraquedas
O dispositivo de emergência, chamado CAPS (Cirrus Airframe Parachute System), é integrado à fuselagem do Cirrus Design SR22, modelo da aeronave de prefixo PR-VMI envolvida no acidente (leia mais abaixo). Por meio de um foguete balístico, o paraquedas é lançado para fora da aeronave e aberto.
Quando o sistema é ativado, o avião continua descendo, mas com uma velocidade menor. A ideia é reduzir a força do impacto e aumentar as chances de sobrevivência de quem está a bordo.
Conforme a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), o equipamento só pode ser usado em emergências, como perda de motor sem possibilidade de pouso imediato, incapacitação do piloto e outras situações em que não será possível pousar a aeronave com segurança.
Cirrus Design SR22
A aeronave de prefixo PR-VMI, um Cirrus Design SR22, aparece com situação normal no Registro Aeronáutico Brasileiro (RAB), estava autorizada a operar de acordo com as regras previstas no RBAC 91 e não tinha restrições. O avião é de uso particular e apresentava Certificado de Verificação de Aeronavegabilidade (CVA) válido até 26 de setembro de 2026.
O avião foi fabricado em 2013, tinha cinco assentos, com espaço para um piloto e quatro passageiros, e possuía peso máximo de decolagem de 1.633 kg.
INFOGRÁFICO: avião cai e pega fogo na Grande BH
Arte g1