Polícia Civil prende ‘Confeiteiro Maluco’ que usava loja online para venda de droga na Grande SP
11/02/2026
(Foto: Reprodução) Polícia Civil prende 'Confeiteiro Maluco' e acaba com esquema de delivery de drogas em SP
Uma operação da Polícia Civil desarticulou um esquema de tráfico de drogas que operava sob a fachada de uma confeitaria online, nesta quarta-feira (11), em Itaquaquecetuba, na Grande São Paulo. Três pessoas foram presas temporariamente, incluindo o suspeito de chefiar a organização, conhecido como "Confeiteiro Maluco".
A ação policial cumpriu cinco mandados de busca e apreensão na cidade e também em endereços na Zona Leste de São Paulo. Segundo o delegado Luiz Romani, da Delegacia Central de Itaquaquecetuba, as investigações duraram meses e revelaram um sofisticado sistema de delivery de entorpecentes.
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De acordo com o delegado Luiz Romani, o grupo utilizava uma "chancela de qualidade" para distribuir os produtos a usuários por meio de motoboys.
A organização criminosa impunha regras rígidas aos clientes para garantir a discrição e a segurança da operação.
Para comprar, os clientes precisavam seguir um código de conduta determinado pelos traficantes:
Não poderiam passar o contato do traficante;
Deveriam sempre apagar as mensagens após a compra;
“amigo de amigo, não é seu amigo”;
Deveriam ser extremamente diretos ao realizar os pedidos;
Compradores novos deveriam indicar quem indicou a ‘loja’.
As entregas ocorriam em horários específicos e os pedidos necessitavam de agendamento prévio. O serviço abrangia diversas cidades da Região Metropolitana de São Paulo e chegava até a capital.
Venda de drogas utilizava a internet para compartilhar as regras
Divulgação / Polícia Militar
Disfarce de confeitaria e catálogo variado
Para dissimular a atividade criminosa, o grupo se apresentava como uma confeitaria nas redes sociais. Os produtos eram anunciados em catálogos com artes elaboradas e ilustrados com emojis de doces, visando atrair o público-alvo.
A organização comercializava uma ampla variedade de entorpecentes, vendidos em diferentes formas e quantidades.
Os preços partiam de R$ 30, para "balas" especiais, e podiam ultrapassar R$ 80, no caso de uma substância concentrada conhecida como "meleca". Além desses, o catálogo incluía êxtase, cogumelos e skunk.
A base da operação utilizava uma loja de assistência técnica de celulares e venda de acessórios como fachada.
Como as drogas eram pagas via Pix e o faturamento era alto, o grupo precisava de um negócio legítimo para movimentar esses recursos.
“Agora, os próximos passos incluem a quebra de sigilo bancário para descobrir para onde enviavam o dinheiro e identificar quem fornecia as drogas para subir o escalão da distribuição. Eles entregavam em todo o Alto Tietê e na capital paulista através de aplicativos” informou o delegado.
Grupo trabalhava com variedade grande de produtos
Divulgação / PM