Polícia investiga divulgação de fotos de jovens em grupo com conteúdos sexuais na internet
11/03/2026
(Foto: Reprodução) Grupo na internet reunia cerca de 900 integrantes e reunia conteúdos como comentários ofensivos, xingamentos e publicações de cunho sexual contra as vítimas
Jornal Nacional/ Reprodução
A Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) de Adamantina (SP) investiga um caso envolvendo a divulgação de imagens de meninas em um grupo na internet que reunia cerca de 900 integrantes. Ao todo, até a manhã desta quarta-feira (11), 34 vítimas haviam procurado as autoridades.
Segundo a delegada responsável, o grupo reunia conteúdos como comentários ofensivos, xingamentos e publicações de cunho sexual contra as vítimas.
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Ainda conforme a polícia, alguns dos investigados produziam vídeos de conteúdo sexual utilizando imagens das meninas e os publicavam no grupo. Em outras situações, apenas fotografias das vítimas eram compartilhadas, acompanhadas de comentários depreciativos. As imagens teriam sido retiradas de perfis abertos nas redes sociais.
A delegada explicou que nem todas as vítimas tiveram vídeos produzidos, mas tiveram diversas fotos publicadas no grupo. Em alguns casos, integrantes do grupo também teriam feito comentários ofensivos e ataques à honra das meninas.
Veja os vídeos que estão em alta no g1
As condutas investigadas podem se enquadrar em diferentes crimes, que serão individualizados conforme a participação de cada envolvido. Entre as tipificações apontadas estão difamação, importunação sexual e divulgação de cena pornográfica sem consentimento da vítima, prevista no artigo 218-C do Código Penal.
Como parte das vítimas envolve crianças e adolescentes, a investigação também considera o artigo 241-A do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), que trata da divulgação de material envolvendo menores.
O caso tramita sob segredo de Justiça, por envolver crimes contra a dignidade sexual e a intimidade das vítimas. Por isso, detalhes da investigação e a identidade dos suspeitos não foram divulgados.
A delegada também alertou sobre a importância de manter perfis de redes sociais com configurações de privacidade, já que, neste caso, as fotos utilizadas no grupo teriam sido retiradas de perfis públicos das vítimas.
A TV TEM procurou o Telegram, mas não houve retorno até a publicação desta reportagem.
Como denunciar?
Além de procurar a Delegacia de Defesa da Mulher, as vítimas podem fazer denúncias por meio do telefone 180, que pertence ao programa nacional que funciona 24 horas e recebe denúncias de assédio e violência contra mulheres, encaminhando essas denúncias aos órgãos competentes.
O serviço também realiza acolhimento, orientações e encaminhamentos para os serviços da rede de atendimento em todo o território nacional.
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