Prints e áudios revelam horário fixo e cobranças diárias a 'gerentes' de 'lojas' do tráfico do PCC em RR

  • 26/02/2026
(Foto: Reprodução)
Chefe do PCC cobra em áudio balanço de 'gerentes' de 'lojas' do tráfico em Roraima A atuação do Primeiro Comando da Capital (PCC) para lucrar com o tráfico de drogas em Roraima seguia um rígido controle administrativo, com prestação de contas diária, horários definidos, cobrança por metas e uso de formulários padronizados. Todo o monitoramento era feito por meio de grupos de WhatsApp. O g1 teve acesso a áudios, vídeos e mensagens interceptadas na investigação que denunciou 30 integrantes da facção no estado. O esquema chegou a faturar R$ 1,5 mil por dia e o dinheiro era enviado a chefes em São Paulo. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 RR no WhatsApp Extraído de dezenas de celulares apreendidos durante operação, o material detalha bastidores da logística da organização criminosa. Os arquivos expõem a frustração das lideranças com os atrasos nas auditorias financeiras e o vocabulário usado para despistar a polícia. LEIA TAMBÉM: MP denuncia 30 integrantes do PCC por esquema de 'lojas' para distribuição de drogas em Roraima Principal chefe feminina do PCC comandava 'loja' de drogas com maior lucro e namora cabeça da facção em Roraima, diz MP Megaoperação contra PCC começou com prisão de 'Sorriso Maroto', enviado de SP para reestruturar facção em Roraima 'Vocês tem responsabilidade também' A cúpula da facção exigia que os gerentes das 'lojas do tráfico' enviassem relatórios frequentes e rigorosos sobre o que era vendido e o que restava no estoque. A falta desse retorno gerava atritos. Em um dos áudios interceptados pela investigação, um integrante da facção cobra o envio das auditorias e das "diárias", o balanço do dia, por parte de diversos gerentes dos pontos de venda. "Toda vez a gente tem que ficar aqui no grupo mandando mensagem, mano. Quando não é o vídeo que não manda é a diária, quando não é a diária é a auditoria", cita um integrante facção. "Vamos ajudar nós aí, meus irmãos, vocês tem responsabilidade", acrescentou (ouça o áudio completo acima). Prestação de contas às 9h e às 21h Uma das regras da estrutura financeira era que os balanços fossem enviados pelos gerentes das 'lojas' aos responsáveis duas vezes ao dia, pela manhã, às 9h, e pela noite, às 21h. Em uma troca de mensagens via WhatsApp, o investigado Vinícius Eduardo, o "Coringa", que se apresenta como integrante do "Geral FM Roraima", entra em contato com Wellington Ventura da Gama, o "Kadu", cobrando os relatórios. Kadu, então, pede o "esqueleto" da diária, um formulário padrão usado pela facção para a prestação de contas. Os dois foram denunciados pelo MP de Roraima na última segunda (23). Membros do PCC fazem contabilidade e prestam contas de 'loja' do tráfico de drogas em Roraima. Reprodução Kadu era o responsável pela loja "Smoking". Na conversa, de 5 de maio de 2025, ele informa que o ponto de venda possuía 25 gramas de "claro" (gíria utilizada pela facção para se referir ao crack) e um valor bruto de R$ 1 mil em caixa. No dia seguinte, Kadu envia uma nova prestação de contas com alterações significativas na quantidade de droga e nos valores financeiros, o que, para os investigadores, comprova a alta rotatividade e o volume de vendas na Loja Smoking. Pesagens de drogas em vídeo Para atestar a veracidade dos relatórios em texto, os gerentes também precisavam gravar vídeos mostrando as drogas e a movimentação do ponto. Guilherme Ramos Macedo, o "Cartiel", também denunciado pelo MP, foi flagrado em vídeos realizando auditorias físicas da quantidade de drogas sob sua responsabilidade na "Loja da Baixada". Veja abaixo. Traficante do PCC em vídeo de auditoria de quantidade de drogas a serem vendidas em 'loja' do tráfico em Roraima. Reprodução Reabastecimentos O fluxo de informações não se limitava ao dinheiro, mas também à logística de reabastecimento das "lojinhas". Os celulares apreendidos continham prints detalhando o envio de remessas para diversos pontos do estado. Um dos destaques do inquérito é o registro detalhado de abastecimento da Loja Rosinha. O local, de acordo com investigações anteriores, era gerenciado por Cilara Rodrigues de Souza, a "Kauany", apontada como a principal liderança feminina da facção, e figurava como o ponto de maior lucratividade da organização em Roraima. Imagem mostra mensagem de 'pedido de reabastecimento' de 'loja' do tráfico do PCC em Roraima. Reprodução. O MP de Roraima denunciou 30 integrantes da facção Primeiro Comando da Capital (PCC) por operar O esquema de “lojas” do tráfico de drogas no estado. A ação penal foi protocolada na segunda-feira (23) na Vara Criminal Única da Comarca de Caracaraí, município ao Sul do estado. Leia outras notícias do estado no g1 Roraima.

FONTE: https://g1.globo.com/rr/roraima/noticia/2026/02/26/prints-e-audios-revelam-horario-fixo-e-cobrancas-diarias-a-gerentes-de-lojas-do-trafico-do-pcc-em-rr.ghtml


#Compartilhe

Aplicativos


Locutor no Ar

Peça Sua Música

No momento todos os nossos apresentadores estão offline, tente novamente mais tarde, obrigado!

Top 5

top1
1. Raridade

Anderson Freire

top2
2. Advogado Fiel

Bruna Karla

top3
3. Casa do pai

Aline Barros

top4
4. Acalma o meu coração

Anderson Freire

top5
5. Ressuscita-me

Aline Barros

Anunciantes