Quem é Dr. Furlan, ex-prefeito de Macapá citado em investigação sobre milícia digital
26/05/2026
(Foto: Reprodução) Operação da PF investiga suspeita de milícia digital na Prefeitura de Macapá
O médico e político Antônio Paulo de Oliveira Furlan, conhecido como Dr. Furlan, governou Macapá entre 2021 e março de 2026. Ele renunciou ao cargo após ser alvo de operações da Polícia Federal e, recentemente, voltou a ser citado em uma investigação sobre uma suposta milícia digital financiada com recursos da Prefeitura.
Um dos alvos da operação Palanque Digital, deflagrada nesta terça-feira (26) pela PF, Dr Furlan (PSD), foi reeleito prefeito de Macapá nas eleições municipais de 2024, quando recebeu 204.291 votos.
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Dr. Furlan (PSD), ex-prefeito reeleito de Macapá
Jesiel Braga/PMM
Trajetória política
2010: Tentou vaga de deputado estadual pelo PTB, ficando como suplente.
2013: Assumiu mandato após a morte de um parlamentar.
2014 e 2018: Reeleito deputado estadual.
2020: Eleito prefeito de Macapá pelo Cidadania, derrotando Josiel Alcolumbre no segundo turno.
2024: Reeleito prefeito pelo MDB com 85,08% dos votos, maior percentual entre capitais brasileiras naquele pleito.
Ex-prefeito alvo de operação
A Rede Amazônia apurou que Dr Furlan foi um dos alvos na ação da PF desta terça-feira (26), que investiga uma milícia digital suspeita de desviar mais de R$ 25 milhões dos cofres públicos. Nos mais de 30 mandados de busca e apreensão estão políticos, influenciadores, jornalistas, ex-secretários de governo, uma agência de publicidade e seus sócios.
Envolvimento em investigações
Furlan foi afastado cargo na operação da PF do dia 4 de março que investiga suspeita de fraude em licitação e desvio de recursos na obra de cerca de R$ 70 milhões do hospital municipal. No dia seguinte à operação, ele renunciou ao cargo de prefeito e se lançou como pré-candidato ao governo do Estado.
3 de setembro de 2025 – Operação Paroxismo (1ª fase): Apurou fraude em licitação e desvio de recursos na obra do Hospital Geral Municipal, contrato de R$ 69,3 milhões.
4 de março de 2026 – Operação Paroxismo (2ª fase): Endereços ligados ao prefeito foram alvo de mandados; o STF determinou afastamento de servidores por 60 dias. No dia seguinte, Furlan renunciou ao cargo e se lançou como pré-candidato ao governo do Amapá.
26 de maio de 2026 – Operação contra milícia digital: PF apura desvio de mais de R$ 25 milhões em contratos de publicidade da Prefeitura para financiar rede digital de autopromoção e ataques a adversários.
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Prefeitura de Macapá
Josi Paixão/g1
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João Pantoja/Rede Amazônica
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Esta reportagem está em atualização