Seis mil moradores são afetados por cheia do Rio Juruá, no interior do Acre
02/02/2026
(Foto: Reprodução) Rio Juruá subiu mais de um metro em menos de 24 horas
O nível do Rio Juruá voltou a subir nesta segunda-feira (2) em Cruzeiro do Sul, no interior do Acre, e chegou a 13,49 metros às 6h, mantendo o município em alerta máximo por conta do transbordo do manancial no último sábado (31). A cota de transbordo é fixada em 13 metros na região.
O avanço das águas ampliou o número de áreas atingidas tanto na zona urbana quanto na zona rural, em meio à situação de emergência decretada pela prefeitura desde janeiro. No total, mais de 6 mil moradores estão afetados, direta ou indiretamente. (Veja os detalhes mais abaixo)
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Mesmo com o avanço das águas, a Defesa Civil informou nesta segunda que não há registro de famílias desalojadas ou desabrigadas.
Ainda assim, o número de pessoas diretamente afetadas segue elevado: 1.650 famílias, o que representa cerca de seis mil moradores convivendo com prejuízos e restrições provocadas pela cheia.
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Ainda de acordo com o boletim da Defesa Civil Municipal, subiu para 11 o número de bairros que já sofrem impactos diretos da inundação: Remanso, Várzea, Olivença, Miritizal, Beira Rio, Lagoa, Manoel Terças, Cruzeirinho, São Salvador e Saboeiro (Centro). No sábado (31), o quantitativo era de oito.
Na área rural, o cenário também se agravou, com 12 comunidades afetadas, entre elas Centrinho, Tapiri, Humaitá do Moa, Praia Grande, Laguinho, Florianópolis, Laguinho do Carvão, Estirão do Remanso, São Luiz, Lago do Sacado, Simpatia e o Ramal do Escondido.
Além do Rio Juruá, outros três rios da região também transbordaram ou apresentam elevação preocupante: Croa, Juruá-Mirim e Valparaíso. A cheia atinge ainda três vilas, Lagoinha, Assis Brasil e Santa Rosa.
Prefeitura de Cruzeiro do Sul decreta emergência devido a cheia do Rio Juruá
Cheia do Rio Juruá
O manancial ultrapassou a cota de transbordo de 13 metros às 6h de sábado (31), quando marcou 13,12 metros segundo o monitoramento da Defesa Civil do município.
A elevação do rio ocorre em meio à situação de emergência decretada pela prefeitura no dia 20 de janeiro e publicada na última segunda (26), após uma sequência de chuvas intensas que provocou o transbordamento dos rios da região e afetou a rotina de moradores da zona urbana e rural.
Desde a decretação da emergência na cidade, a Defesa Civil intensificou o acompanhamento do nível do rio, realizou vistorias em áreas de risco e manteve equipes para atendimento imediato à população.
Rio Juruá transbordou, pela 1ª vez em 2026, no dia 17 de janeiro
Édson Fernandes/Arquivo pessoal
A prefeitura também mobilizou secretarias municipais para ações preventivas, com foco na orientação dos moradores, levantamento de danos e preparação de estruturas de acolhimento, caso seja necessário.
A última cheia, registrada em 17 de janeiro deste ano, afetou cerca de 1.650 famílias, o que corresponde a, aproximadamente, 6,6 mil pessoas.
Deste total, ao menos 139 famílias ficaram sem energia elétrica e, consequentemente, sem acesso à água potável. Cinco dias depois, no dia 22, o manancial saiu do cenário de alerta máximo.
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Decreto
O decreto de emergência autoriza, entre outras medidas, a mobilização total da máquina pública, a dispensa de licitação para ações emergenciais e a convocação de voluntários.
O documento, assinado pelo prefeito Zequinha Lima, classifica o cenário como 'Situação de Emergência Nível II', devido à magnitude dos danos e à incapacidade do município de lidar sozinho com os prejuízos causados pela cheia.
Entre as medidas previstas, estão ainda a possibilidade de entrada forçada em imóveis para resgate ou evacuação em caso de risco iminente, uso temporário de propriedades particulares e até processos de desapropriação de áreas consideradas de alto risco.
O decreto também permite a dispensa de licitação para contratação de bens, serviços e obras emergenciais relacionadas à resposta ao desastre, desde que os contratos sejam concluídos em até 180 dias.
A situação de emergência terá validade de seis meses, podendo ser reavaliada a qualquer momento, e prevê a busca por apoio dos governos estadual e federal para complementar os recursos necessários ao enfrentamento da cheia.
Enchente do Rio Juruá em Cruzeiro do Sul, no Acre
Carla Carvalho/Rede Amazônica
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