Setores do MDB reagem a rumores sobre vice de Lula e vê estratégia para desgastar alianças da oposição nos estados
10/02/2026
(Foto: Reprodução) Lideranças do MDB subiram o tom contra os rumores de que o partido já estaria negociando a vaga de vice na chapa de Luiz Inácio Lula da Silva para 2026.
Fontes do partido ouvidas pelo blog classificam a história como um "balão de ensaio" plantado estrategicamente para criar um fato político antes da hora.
Esses emedebistas entendem que o entorno de Lula tem interesse direto em espalhar essa tese para enfraquecer as alianças que o partido mantém com a oposição em estados estratégicos.
O exemplo mais forte é o de São Paulo, onde o prefeito Ricardo Nunes é peça-chave no apoio à reeleição do governador Tarcísio de Freitas. Ao empurrar o MDB para a vice de Lula agora, o governo tentaria implodir esse palanque paulista.
O presidente Lula discursa durante cerimônia no Instituto Butantan, em São Paulo, no dia 9 de fevereiro de 2026
Canal Gov/Reprodução
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Divergências internas
Líderes emedebistas ressaltaram ao blog que, mesmo com a ideia reforçada por alguns integrantes do partido, como o senador Renan Calheiros (AL) e o governador do Pará, Helder Barbalho, qualquer apoio formal à reeleição do petista teria de passar por um longo e difícil caminho institucional.
Ainda segundo esses integrantes do partido, seria necessário primeiro convencer os diretórios estaduais e depois submeter a proposta à convenção nacional. Superadas essas etapas, iniciariam a discussão a respeito de nomes para o cargo, ao lado de Lula.
O cenário real aponta para uma resistência interna considerável. Hoje, a maioria dos diretórios estaduais da legenda é contrária a uma composição com o PT. A maior dificuldade apontada é a montagem de palanques no Sudeste e no Sul.
Em estados como São Paulo, Rio de Janeiro, Paraná e Rio Grande do Sul, o partido está alinhado a forças de centro-direita e vê com extremo pessimismo qualquer tentativa de nacionalizar a aliança com Lula, sob o risco de perder relevância regional.
Em 2022, mesmo após investidas de Lula, o MDB lançou a candidatura de Simone Tebet à Presidência da República. Derrotada, Tebet anunciou apoio à Lula no segundo turno da eleição presidencial.