Sucessão no STF: relembre os indicados à Corte desde a redemocratização

  • 29/04/2026
(Foto: Reprodução)
Relator apresenta parecer favorável à indicação de Jorge Messias para o STF Desde a redemocratização, oito presidentes da República fizeram uma série de indicações de juristas para ocupar uma vaga no Supremo Tribunal Federal. Nesta quarta-feira (29), a Comissão de Constituição e Justiça vai analisar a 11ª escolha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva em três mandatos: Jorge Messias, atual advogado-geral da União. O nome de Messias também passará por votação no plenário do Senado. Pela Constituição, o Supremo conta com 11 ministros, nomeados pelo presidente da República após aprovação pelos senadores. O g1 relembra nesta reportagem as indicações para a Corte, a partir de registros do próprio STF. Relembre os indicados pelos presidentes para STF desde a redemocratização Arte/g1 Indicados por José Sarney (1985-1990) Primeiro presidente depois do fim da ditadura militar, José Sarney indicou cinco magistrados para o tribunal: Carlos Madeira: nomeado em 1985 para substituir o ministro Décio Miranda, permaneceu no tribunal até 1990. Antes de chegar à Corte, Madeira era ministro do então Tribunal Federal de Recursos, extinto a partir da Constituição. Célio Borja: ex-presidente da Câmara, o jurista foi nomeado em 1986 para a vaga do ministro Cordeiro Guerra. Deixou a corte em 1992. No mesmo ano, foi para o Ministério da Justiça. Paulo Brossard: ex-deputado e ex-senador, o jurista foi ministro da Justiça de Sarney. Primeiro indicado ao STF depois da promulgação da Constituição, foi nomeado em 1989 para a vaga do ministro Djaci Falcão. Permaneceu na Corte até 1994. Sepúlveda Pertence: nomeado procurador-geral da República por Sarney em 1985, deixou o cargo em 1989 para assumir a cadeira do ministro Oscar Corrêa no tribunal. Presidiu o STF de 1995 a 1997 e se aposentou em 2007. Celso de Mello: integrava o Ministério Público de São Paulo quando foi nomeado em 1989 para substituir o ministro Luiz Rafael Mayer. Presidiu o STF de 1997 a 1999 e se aposentou depois de 31 anos na Corte. Indicados por Fernando Collor (1990-1992) Marco Aurélio Mello foi indicado para o STF por Fernando Collor, seu primo Rosinei Coutinho/STF Primeiro presidente eleito pelo voto direto depois da redemocratização, Collor indicou quatro ministros ao Supremo: Carlos Velloso: ministro do Superior Tribunal de Justiça, foi nomeado em 1990 após o pedido de exoneração do ministro Francisco Rezek. Presidiu o STF de 1999 a 2001 e se aposentou em 2006. Marco Aurélio Mello: ministro do Tribunal Superior do Trabalho, foi nomeado em 1990 por Collor, seu primo, para a vaga de Carlos Madeira. Presidiu o STF de 2001 a 2003. Aposentou-se do Supremo em 2021. Ilmar Galvão: foi ministro do Superior Tribunal de Justiça antes de ser nomeado para o STF em 1991, na vaga do ministro Aldir Passarinho. Em 2001, foi eleito vice-presidente da Corte. Aposentou-se em 2003. Francisco Rezek: ministro do STF de 1983 a 1990, renunciou para ser ministro das Relações Exteriores. Ficou no Itamaraty até 1992, quando foi indicado pela outra vez para o STF na vaga de Célio Borja. Ficou na Corte até 1997. Indicado por Itamar Franco (1992-1994) Itamar assumiu o cargo com o impeachment de Collor. Indicou apenas um ministro: Maurício Corrêa: ex-senador, foi ministro da Justiça de Itamar. Foi nomeado em 1994 para substituir Paulo Brossard. Presidiu a Corte de 2003 a 2004 e se aposentou. Indicados por Fernando Henrique Cardoso (1995-2002) Indicado por FHC, Gilmar Mendes é atualmente o ministro com mais tempo na Suprema Corte Luiz Silveira/STF Ao longo de dois mandatos, Fernando Henrique indicou três ministros para o tribunal: Nelson Jobim: ex-deputado, foi ministro da Justiça de Fernando Henrique. Foi nomeado em 1997 para o STF para substituir Francisco Rezek. Presidiu a Corte de 2004 a 2006 e se aposentou. Foi ministro da Defesa nos governos Lula e Dilma. Ellen Gracie: primeira mulher a integrar o STF, foi nomeada em 2000 na vaga do ministro Octavio Gallotti. Fazia parte do Tribunal Regional Federal da 4a Região (TRF4. Presidiu o STF de 2006 a 2008. Aposentou-se em 2011. Gilmar Mendes: antes de chegar ao STF, atuou como procurador da República e advogado-geral da União. Presidiu o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) entre 2016 e 2018 e comandou o STF e o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) de 2008 a 2010. Indicados por Dilma Rousseff (2011-2016) Primeira mulher a presidir o Brasil, Dilma Rousseff governou por um mandato e meio. Fez cinco indicações para o STF: Luiz Fux: antes de ingressar no STF, foi advogado, promotor de Justiça, juiz, desembargador e ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ). Presidiu o STF entre 2020 e 2022, durante a pandemia da Covid‑19. Em 2018, comandou o Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Rosa Weber: foi indicada ao STF em 2011 para substituir a ministra Ellen Gracie. Era ministra do Tribunal Superior do Trabalho. Presidiu o Tribunal Superior Eleitoral entre 2018 e 2020. Entre 2022 e 2023, comandou o Supremo, até a aposentadoria. Teori Zavascki: ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ), foi nomeado para o STF em 2012, em meio ao julgamento do mensalão, na vaga decorrente da aposentadoria do ministro Cezar Peluso. Na Suprema Corte, foi relator de processos da operação Lava Jato. Morreu em 2017 em um acidente de avião em Paraty (RJ). Luís Roberto Barroso: especialista em direito constitucional, tomou posse em 2013 para ocupar a vaga por Ayres Britto. Foi procurador do estado do Rio de Janeiro e advogado. Presidiu o STF entre 2023 e 2025, aposentando-se no fim do ano passado. Luiz Edson Fachin: tomou posso no STF em 2015. Antes, foi procurador do estado do Paraná. Presidiu o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) em 2022. Comanda o STF desde setembro do ano passado. Indicado por Michel Temer (2016-2018) Michel Temer assumiu a Presidência da em razão do impeachment de Dilma Rousseff. Indicou um ministro: Alexandre de Moraes: atuou por 11 anos como promotor de Justiça em São Paulo. Foi secretário de Justiça, secretário de Segurança Pública do estado e ministro da Justiça no governo Michel Temer. Presidiu o TSE entre 2022 e 2024. Atualmente, é vice-presidente do STF. Ministro Alexandre de Moraes foi indicado por Michel Temer em 2017, após a morte de Teori Zavascki Luiz Silveira/STF Indicados por Jair Bolsonaro (2019-2022) O ex-presidente indicou dois magistrados para a Corte: Nunes Marques: tomou posse no Supremo em 2020, sucedendo o ministro Celso de Mello. Antes de chegar ao tribunal, atuou no Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF‑1), onde foi vice‑presidente entre 2018 e 2020. Também foi advogado e juiz do Tribunal Regional Eleitoral do Piauí (TRE‑PI). Em 2023, tornou-se membro efetivo do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Vai presidir a Corte Eleitoral a partir de maio. André Mendonça: ingressou no STF em 2021. Antes, teve carreira de quase 22 anos na Advocacia-Geral da União (AGU), órgão que chefiou em dois períodos. Também foi ministro da Justiça e Segurança Pública entre 2020 e 2021. Indicados por Lula (2003-2010 e 2023-dias atuais) Jorge Messias foi o 11º jurista a ser indicado por Lula para o STF Wilton Junior/Estadão Conteúdo Em três mandatos, Lula já fez onze indicações de nomes para a Corte. A mais nova indicação, de Jorge Messias, será analisada pelo Senado nesta quarta-feira: Cezar Peluso: magistrado paulista, foi nomeado para o STF em 2003, em substituição do ministro Sydney Sanches, onde permaneceu até 2012. Presidiu STF de 2010 a 2012. Ayres Britto: advogado, exerceu cargos de consultor-geral e procurador-geral de Justiça em Sergipe. Substituiu o ministro Ilmar Galvão em 2003. Professor universitário, ficou no STF até 2012, quando presidiu a Corte. Joaquim Barbosa: foi nomeado em 2003 para a vaga aberta com a saída do ministro Moreira Alves. Presidiu a Corte de 2012 a 2014. Aposentou-se em 2014. Eros Grau: foi ministro de 2004 a 2010, substituindo Maurício Correa. Atuou como advogado e como professor de direito no Brasil e no exterior. Ricardo Lewandowski: tornou-se ministro em 2006, quando foi nomeado para a vaga de Carlos Velloso. Foi desembargador do Tribunal de Justiça de São Paulo. Presidiu a Corte de 2014 a 2016 e se aposentou em 2023. Cármen Lúcia: em 2006, deixou o cargo de procuradora do Estado de Minas Gerais para assumir uma cadeira no STF. Foi a primeira mulher a presidir o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), nas eleições municipais de 2012. Também esteve à frente da Corte Eleitoral nas eleições de 2024. Comandou o STF entre 2016 e 2018. Menezes Direito: assumiu a vaga de Sepúlveda Pertence em 2007. Atuou como ministro do Superior Tribunal de Justiça por 11 anos. Morreu em 2009, aos 66 anos. Dias Toffoli: tomou posse em 2009 e presidiu o STF entre 2018 e 2020. Antes de chegar ao Supremo, atuou como advogado, professor e assessor jurídico na Câmara dos Deputados. Durante o governo Lula, foi advogado-geral da União (AGU). Também presidiu o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) de 2014 a 2016. Cristiano Zanin: tomou posse em 2023, assumindo a cadeira vaga com a aposentadoria do ministro Ricardo Lewandowski. Ganhou projeção nacional ao atuar na defesa do presidente Luiz Inácio Lula da Silva nos processos da operação Lava Jato. No STF, presidiu a Primeira Turma durante o julgamento do núcleo crucial da tentativa de golpe. Flávio Dino: foi juiz federal entre 1994 e 2006 e atuou como juiz auxiliar no STF durante a presidência do ministro Nelson Jobim. Também exerceu os cargos de deputado federal, senador, governador e ministro de Estado. Ingressou no STF em 2024, para a vaga aberta com a saída da ministra Rosa Weber. Jorge Messias: atual advogado-geral da União, integra o primeiro escalão do governo desde o início do terceiro mandato de Lula, em 2023. Servidor público desde 2007, Messias ocupou cargos estratégicos no Poder Executivo. Em 2022, integrou a equipe de transição do petista, então presidente eleito. Escultura 'A Justiça', localizada em frente ao prédio do Supremo Tribunal Federal, na Praça dos Três Poderes, em Brasília STF/Divulgação

FONTE: https://g1.globo.com/politica/noticia/2026/04/29/sucessao-no-stf-relembre-os-indicados-a-corte-desde-a-redemocratizacao.ghtml


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