Tesouro Nacional reconhece piora na situação das contas públicas

  • 13/01/2026
Tesouro Nacional reconhece piora na situação das contas públicas No Brasil, um relatório do Tesouro Nacional prevê rombo nas contas do governo até 2027. O orçamento público segue uma regra básica, valida para todos os orçamentos. Somam-se receitas, descontam-se as despesas obrigatórias. Se os gastos avançam além do que se arrecada, o resultado é um déficit. Ou seja, um rombo que se transforma em dívida. Os últimos relatórios do Ministério da Fazenda mostram que o governo não obtém sobra depois de pagar as despesas, o que evitaria que dívida crescesse. Em julho de 2025, o governo apresentou projeções: déficit de 0,2% em 2026. Mas, para 2026, o Ministério da Fazenda chegou a projetar um um superavit de 0,5% do PIB, o Produto Interno Bruto. No relatório divulgado essa semana, o governo voltou atrás e, agora, prevê novamente um rombo. -0,2% do PIB em 2026 e, também, em 2027. O superávit só viria, pelas projeções, em 2028: 0,3%, um número abaixo do que se previa antes: 1%. A consequência imediata é o crescimento maior da dívida pública. A previsão é de que ela chegue a oitenta e três virgula seis por cento do PIB esse ano. Um cenário também pior em relação ao que foi apresentado em julho, quando o tesouro estimava que a dívida fecharia 2026 em 82,3% do PIB. Confirmada essa nova projeção, esse será o maior patamar desde março de 2021, quando estava em 81, 5% do PIB. Quando o governo tem déficit, ele precisa se endividar para cobrir essa diferença. E quem empresta para o governo cobra juros mais altos por isso. O que puxa para cima os juros cobrados de empresas e pessoas físicas. Economistas também reforçam que sem ajuste de contas, corte de gastos, o equilíbrio pode ficar apenas no aumento das receitas, mais arrecadação. Ainda no documento, já pensando num cenário para os próximos dez anos o governo afirma que novas medidas de arrecadação deverão ser propostas, para que a receita seja compatível com o comportamento das despesas, primárias, aquelas que não incluem juros da dívida. O economista Samuel Pessoa diz que as contas públicas estão numa trajetória preocupante e que um ajuste é necessário. "O ajuste fiscal , ele pode ser feito por meio de aumento de impostos ou por meio redução de gastos públicos ou uma combinação dos dois. Os estudos mostram que ter algum componente de redução de gasto público é muito importante. Um ajuste fiscal que foque exclusivamente no aumento de impostos , ele gera uma recuperação da economia mais difícil".

FONTE: https://g1.globo.com/jornal-nacional/noticia/2026/01/13/tesouro-nacional-reconhece-piora-na-situacao-das-contas-publicas.ghtml


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