Vazamento de óleo no rio Cupari mobiliza órgãos ambientais para evitar danos ao rio Tapajós, no Pará
29/06/2026
(Foto: Reprodução) Óleo no Rio Cupary
Divulgação/Secretaria Municipal de Meio Ambiente de Rurópolis
Equipes do ICMBio e das secretarias de Meio Ambiente de Aveiro e de Rurópolis, no oeste do Pará, já se deslocaram até o ponto de origem do vazamento de óleo no Rio Cupari para avaliar a extensão dos estragos e adotar as primeiras medidas de contenção. Para reforçar a resposta ao dano ambiental, o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) acionou a sua coordenação nacional de emergências ambientais e pediu apoio urgente da Marinha do Brasil, solicitando embarcações, pessoal qualificado e redes de contenção para mitigar os impactos no manancial.
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A força-tarefa corre contra o tempo para evitar que o poluente atinja o Rio Tapajós. O acidente ambiental aconteceu na última sexta-feira (26), após um caminhão-tanque bitrem, carregado com cerca de 20 mil litros de óleo queimado e óleo diesel, tombar na Rodovia Transamazônica (BR-230), na altura de Rurópolis. O combustível se espalhou pela pista e parte do produto chegou até o rio. Segundo relatos de moradores da região, as manchas de óleo já estão sendo levadas pela correnteza em direção à foz.
A grande preocupação das autoridades é impedir que a contaminação chegue ao Rio Tapajós, que banha cidades como Aveiro e Santarém, além de comunidades turísticas e ribeirinhas importantes, como Aramanaí, Alter do Chão e Ponta de Pedras.
Embora o Rio Cupari faça todo o limite sul da Floresta Nacional (Flona) do Tapajós, informações apuradas pelo G1 apontam que, até o momento, nenhum manancial interno da unidade de conservação foi afetado pela substância nociva.
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Uma equipe do ICMBio já esteve fiscalizando o local e abriu um processo interno de monitoramento da ocorrência. O objetivo é resguardar tanto a Flona do Tapajós quanto a Reserva Extrativista (Resex) Tapajós-Arapiuns de potenciais impactos ecológicos, protegendo as populações tradicionais dessas áreas.
"Uma equipe nossa do ICMBio já esteve no local, estou olhando o processo de monitoramento. Acionamos ainda a nossa coordenação de emergências ambientais e auxílio da Marinha. Para a Marinha pedimos apoio de barcos, pessoal, redes de contenção, recursos enfim para apoiar a mitigação do desastre", informou o representante do órgão federal.
A Secretaria de Meio Ambiente de Rurópolis informou que aguarda o retorno definitivo dos fiscais que estão em campo para mensurar a real dimensão dos prejuízos ambientais e finalizar o auto de infração. A carreta envolvida no acidente foi apreendida pela Polícia Rodoviária Federal (PRF), e foram lavrados autos de infração iniciais devido a irregularidades constatadas no transporte do produto químico.
Segundo as autoridades locais, a empresa proprietária do combustível está cooperando com as investigações e enviou equipes especializadas para auxiliar nos trabalhos de contenção do dano na área do acidente.
Até a última atualização desta reportagem, o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) ainda não havia detalhado quais medidas federais seriam adotadas.
O G1 solicitou posicionamento à Secretaria de Meio Ambiente e Sustentabilidade do Pará (Semas) e aguarda retorno.
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