VÍDEO: cheia do Rio Tietê arrasta toneladas de lixo para prédio de usina histórica em Salto
19/09/2026
(Foto: Reprodução) Cheia do Rio Tietê arrasta toneladas de lixo para prédio da Usina de Lavras em Salto
Imagens aéreas registradas no Parque de Lavras, em Salto (SP), revelam o impacto da recente cheia do Rio Tietê no patrimônio da cidade: uma grande camada de lixo e entulho ficou represada no interior da antiga Usina Hidrelétrica de Lavras. O rastro de poluição reúne milhares de garrafas plásticas, pedaços de madeira e resíduos descartados irregularmente ao longo do leito do rio.
A usina, que foi inaugurada em 1911 e se consolidou como uma das primeiras do interior paulista a gerar energia para a região, hoje é desativada e tombada como patrimônio histórico e turístico. Com o aumento do nível da água provocado pelas últimas chuvas, o lixo flutuante foi arrastado e acabou preso nas estruturas centenárias do complexo.
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O g1 questionou a Prefeitura de Salto, responsável pela administração e manutenção do Parque de Lavras, sobre o cronograma de remoção dos dejetos acumulados na estrutura e aguarda resposta.
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Imagens mostram lixo acumulado em usina abandonada às margens do Rio Tietê em Salto (SP)
Reprodução/D-Vision
Imagens mostram lixo acumulado em usina abandonada às margens do Rio Tietê em Salto (SP)
Reprodução/D-Vision
Imagens mostram lixo acumulado em usina abandonada às margens do Rio Tietê em Salto (SP)
Reprodução/D-Vision
Cheia do Rio Tietê arrasta toneladas de lixo para usina histórica em Salto (SP)
Reprodução/D-Vision
Crise ambiental
O problema se soma a episódios recorrentes de espuma tóxica e da chamada “água preta” no trecho do Tietê em Salto, agravando a crise ambiental que atinge o rio. A espuma, formada por esgoto doméstico e industrial rico em fósforo e detergentes proveniente da Grande São Paulo, cobre a superfície do rio e compromete a vegetação ribeirinha.
Já a água escura, resultado da alta concentração de poluentes e da baixa vazão acarretadas pela abertura de comportas de barragens na Região Metropolitana de São Paulo, como as de Pirapora do Bom Jesus e Santana de Parnaíba (SP), intensifica o mau cheiro e afasta turistas, podendo levar à mortandade de peixes. Ambos os fenômenos têm sido registrados com frequência nos últimos anos.
Depois da cheia do Rio Tietê, lixo toma conta da antiga Usina de Lavras em Salto
Reprodução / D-Vision
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