VÍDEO: Veja como estão as buscas pelas crianças desaparecidas após 14 dias em Bacabal, no MA

  • 17/01/2026
(Foto: Reprodução)
Buscas pelas crianças desaparecidas em Bacabal entram no 14º dia As buscas pelas crianças Ágatha Isabelle, de 6 anos, e Allan Michael, de 4 anos, entram no 14º dia na madrugada deste sábado (17), em Bacabal (MA). O g1 teve acesso a imagens das operações realizadas durante toda a semana, que envolvem buscas aéreas, terrestres e subaquáticas. Nas imagens, é possível ver cães farejadores percorrendo a densa mata, uma das áreas que concentra maior atenção nas operações de busca. Ao identificar possíveis rastros, os animais sinalizam o local, enquanto as equipes de resgate acompanham o trabalho de forma rápida e coordenada. 📲 Clique aqui e se inscreva no canal do g1 Maranhão no WhatsApp Além das buscas em solo, o vídeo registra a preparação para as buscas aéreas, com helicópteros sobrevoando a região. O apoio aéreo amplia o alcance das equipes, permitindo a identificação de áreas mais afastadas e auxiliando na varredura de grandes trechos de mata. Na última quarta-feira (15), as buscas no lago da região foram intensificadas, e o Rio Mearim também passou a ser incluído nas operações. Imagens mostram a operação subaquática no rio, próximo à casa onde as crianças teriam passado. Mergulhadores, equipados com trajes de segurança, entraram na água para investigar pontos de interesse, como a área indicada pelos cães. Na água, os mergulhadores passaram a investigar pontos de interesse, como áreas previamente indicadas pelos cães farejadores. A atuação subaquática complementa as buscas em terra e no ar e conta com reforço de profissionais enviados do Pará e do Ceará. Segundo a Secretaria de Estado de Segurança Pública (SSP), a estratégia é ampliar a cobertura da operação e seguir em busca de novas pistas que possam levar à localização das crianças desaparecidas. Cães farejam pista e localizam casa abandonada onde crianças estiveram Crianças desaparecidas no Maranhão estiveram em casa abandonada Cães farejadores que integram a força-tarefa de busca pelos irmãos Ágatha Isabelle e Allan Michael indicam que elas estiveram em uma casa abandonada próxima a uma região de lago durante as buscas realizadas na quinta-feira (15). A informação foi confirmada pela Secretaria de Segurança Pública do Maranhão (SSP). 📲 Clique aqui e se inscreva no canal do g1 Maranhão no WhatsApp Os cães farejadores identificaram que os irmãos e o primo deles, Anderson Kauã, de 8 anos - resgatado no dia 7 de janeiro - estiveram na residência, chamada pelos policiais como "casa caída", localizada no povoado São Raimundo, na zona rural de Bacabal. De acordo com o Corpo de Bombeiros do Maranhão, o local fica a cerca de 3,5 km em linha reta da comunidade quilombola São Sebastião dos Pretos, em Bacabal, onde as crianças desapareceram. No entanto, considerando os obstáculos naturais, como trilhas, lagoas e áreas de mata, o percurso efetivamente percorrido até a área pode chegar a aproximadamente 12 km. O local, que pode servir como ponto de parada para pescadores, fica à margem do rio Mearim. Dentro da estrutura foram encontrados um colchão, botas e um banco. Veja como é a 'casa caída' onde crianças desaparecidas há 13 dias estiveram no MA Segundo o secretário de Segurança Pública, Maurício Martins, a casa foi descrita por Anderson Kauã após ser encontrado. A criança teria relatado que, em uma das noites em que estavam desaparecidos, chegou ao local com Ágatha e Allan, deixou os primos na casa e saiu em busca de ajuda. Pouco depois, o menino foi encontrado. "Tivemos a confirmação pelos cães de que naquele local as três crianças realmente passaram. Ele [Kauã] descreveu aquele local como ele chegou em uma noite com as duas crianças. Foi reconhecido através de fotografia e de objetos como cadeiras, colchão e botas. Os cães farejadores identificaram a presença das três crianças inclusive como o Kauã descreveu, inclusive quem entrou por qual lado da casa. Os três estiveram lá", disse o secretário de segurança, Maurício Martins. Relato de menino de 8 anos leva a descoberta de casa abandonada onde crianças estiveram O secretário explicou ainda que os cães farejadores desceram uma região de ribanceira e circularam nas proximidades do lago. Entretanto, até o momento, nenhuma pista das crianças foi encontrada. Com isso, a nova estratégia é aumentar a região das buscas e intensificar os trabalhos em um perímetro maior. Os cães farejadores identificaram que Ágatha Isabelly, Allan Michael e o primo deles, Anderson Kauã, de 8 anos - resgatado no dia 7 de janeiro, estiveram na casa, chamada pelos policiais como "casa caída", localizada no povoado São Raimundo, na zona rural de Bacabal (MA). Divulgação/ SSP Desde a quarta-feira (14), equipes realizam varreduras na área de mata e no lago, onde os trabalhos foram reforçados na quinta-feira com a entrada de mergulhadores. ➡ O lago tem cerca de 300 metros quadrados, com aproximadamente 1 metro e 20 centímetros de profundidade. A expectativa é que, no máximo, em três dias os mergulhadores consigam mapear toda a área do lago. "Vamos ampliar as buscas nesta região de mata, de fazendas, vamos ampliar buscas também pelo rio e inclusive também com incursões com os cães farejadores. Só vamos nos retirar dessa região quando nós localizarmos as duas crianças", disse o secretário de Segurança Pública do Maranhão, Maurício Martins. Mergulhadores iniciam varredura em lago durante buscas por crianças desaparecidas em Bacabal Reprodução/Romarinho Bacabal “As nossas equipes começaram atividades também em áreas molhadas, fazendo essa varredura superficial na quarta (14) e, hoje, iniciaremos as atividades de mergulho propriamente ditas”, afirmou o tenente-coronel Cleyton Cruz, do Corpo de Bombeiros, comandante da operação. Além da operação no lago, as equipes continuam as buscas em trilhas, caminhos e veredas próximas ao povoado, em áreas que podem ter sido percorridas pelas crianças. Nesta etapa, os trabalhos também avançam para a mata mais fechada. A operação recebeu reforço de outros estados na quarta-feira (14) com a chegada de sete bombeiros do Pará, com dois cães farejadores e outros cinco bombeiros do Ceará também desembarcaram com mais quatro cães. Mergulhadores iniciam varredura em lago durante buscas Reprodução/ TV Mirante LEIA TAMBÉM: APLICATIVO AJUDA NAS BUSCAS: Equipes ampliam área de buscas por crianças desaparecidas em Bacabal, MA, com apoio de aplicativo ANGÚSTIA: Mãe de crianças desaparecidas no Maranhão vive dias de angústia: 'Dor que não desejo para ninguém' CRONOLOGIA DO CASO: Crianças desaparecidas no Maranhão UM MENINO FOI ENCONTRADO: Menino desaparecido em Bacabal e encontrado nu não sofreu violência sexual, apontam exames Área é marcada por vegetação fechada, áreas de pasto e açudes Área de buscas por crianças desaparecidas em Bacabal Divulgação/Corpo de Bombeiros do Maranhão Para monitorar as rotas percorridas, os bombeiros e voluntários usam um aplicativo de geolocalização para mapear as rotas percorridas pelas equipes e localizar agentes ou voluntários caso alguém se afaste do grupo Segundo os bombeiros, caso as crianças não sejam encontradas na área delimitada, um relatório será entregue às autoridades para definir se as buscas serão ampliadas. Além da vegetação fechada, a região apresenta riscos adicionais, como a presença de armadilhas instaladas por caçadores, prática comum na área. Segundo o tenente-coronel, esses dispositivos podem causar acidentes e dificultar o deslocamento seguro de bombeiros e voluntários. Um aplicativo de geolocalização é usado para mapear as rotas percorridas pelas equipes e localizar agentes ou voluntários caso alguém se afaste do grupo. Reprodução/TV Mirante Como são as buscas na região Cerca de 500 pessoas participam das buscas, entre profissionais do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), Corpo de Bombeiros, Polícia Civil, Polícia Militar, Guarda Municipal, Exército Brasileiro e voluntários. Paralelamente às buscas, a Polícia Civil segue com as investigações para reunir informações que possam ajudar na localização de Ágatha e Allan. O Instituto de Perícias para Crianças e Adolescentes (IPCA), ligado à Secretaria de Segurança Pública do Maranhão, está em Bacabal desde domingo (11). A equipe multidisciplinar do IPCA conta com psicólogo e assistente social, responsáveis por perícias psicológicas e sociais e por ouvir familiares das crianças. O menino de 8 anos que estava com elas no dia do desaparecimento já foi ouvido pelo instituto. Veja cronologia do caso Infográfico - Crianças desaparecidas no Maranhão Arte/g1 Ágatha Isabelle, de 6 anos e o Allan Michael, de 4 anos estão desaparecidos no Maranhão Reprodução/TV Mirante

FONTE: https://g1.globo.com/ma/maranhao/noticia/2026/01/17/video-veja-como-estao-as-buscas-pelas-criancas-desaparecidas-apos-14-dias-em-bacabal-no-ma.ghtml


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