Wellington César Lima e Silva, advogado da Petrobras, é o novo ministro da Justiça
13/01/2026
(Foto: Reprodução) Wellington César Lima e Silva, advogado da Petrobras, é o novo ministro da Justiça
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva escolheu o advogado-geral da Petrobras, Wellington César Lima e Silva, para assumir a cadeira de Ricardo Lewandowski, que deixou o Ministério da Justiça e Segurança Pública na semana passada.
A informação foi adiantada ao blog por interlocutores do Palácio do Planalto e anunciada no início da noite desta terça-feira (13). O martelo foi batido após reunião entre o presidente, o novo ministro e ministro interino Manoel Carlos de Almeida Neto.
A nomeação de Wellington será publicada em edição extra do Diário Oficial da União desta terça.
Wellington César Lima e Silva assume Ministério da Justiça e Segurança Pública
Ricardo Stuckert/PR
Quem é Wellington César?
Wellington César Lima e Silva já foi, por um breve período, ministro da Justiça de Dilma Rousseff e secretário de Assuntos Jurídicos da Presidência da República, entre 2023 e julho do ano passado, quando assumiu a advocacia-geral da Petrobras.
Wellington Cesar foi indicado procurador-geral da Justiça na Bahia pelo ex-governador Jaques Wagner, quando teve forte atuação no combate ao crime organizado.
Wellington César Lima e Silva, novo Ministro da Justiça, durante cerimônia de nomeação no Palácio do Planalto, em Brasília
Andressa Anholete/AFP
Desde a saída de Lewandowski, a bancada da Bahia patrocinava o nome de Wellington César Lima e Silva para a vaga. Wellington César tinha apoio do ministro da Casa Civil, Rui Costa, e de Jaques Wagner, muito próximos de Lula. Ele foi cotado para o STF, antes de Lula escolher Jorge Messias para a vaga de Luís Roberto Barroso.
Ministério da Justiça e Segurança Pública
A mudança no ministério ocorre em um momento de protagonismo do tema da segurança pública no Brasil e na América Latina, e em meio ao avanço de organizações criminosas, e a episódios de violência associados a disputas entre facções.
Estão vinculados ao Ministério da Justiça: a Polícia Federal (PF); a Polícia Rodoviária Federal (PRF); e a Força Nacional, acionada para atuar nos estados em situações de crise e reforço da segurança pública.
Entre os motivos que levaram Lewandowski a antecipar a sua saída do cargo, segundo apurou a TV Globo, estava a retomada das articulações no governo Lula para dividir a pasta em dois ministérios: um da Justiça e outro da Segurança Pública, como ocorreu no governo Michel Temer.